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Economia

EDP: fio subterrâneo para rede elétrica é mais caro e usado em casos especiais

Implantação ampla custa até 10 vezes mais que rede aérea e traria impacto tarifário; EDP prioriza automação para reduzir interrupções

EDP: fio subterrâneo para rede elétrica é mais caro e usado em casos especiais
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Rafael Guzzo

Rafael Guzzo Peres é jornalista formado pela Universidade Vila Velha (UVV) e graduado em Marketing Político e Comunicação Eleitoral pela Estácio de Sá. Foi colunista de Economia e Negócios da Rede Tribuna por oito anos, à frente da coluna Dia a Dia do jornal A Tribuna; e desde 2017 é editor de Economia, tendo assumido também a seção de Política em 2020.

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Apesar de ser frequentemente apontada como solução para melhorar o aspecto urbano e reduzir a exposição da rede elétrica, a implantação de fiação subterrânea em larga escala esbarra no custo elevado e é uma escolha que toda a sociedade precisaria abraçar.

Segundo o diretor-geral da EDP no Estado, Marcos Alexandre de Campos, o investimento necessário é cerca de 10 vezes maior do que o de uma rede aérea convencional.

Como os investimentos realizados pelas distribuidoras são incorporados à tarifa de energia, o executivo afirma que uma substituição ampla teria impacto significativo para os consumidores.

Por esse motivo, projetos de redes subterrâneas costumam ser concentrados em áreas específicas, como centros históricos, novos loteamentos e condomínios, geralmente com participação de prefeituras ou da iniciativa privada no financiamento das obras.

A implantação de redes subterrâneas em larga escala provocaria, ainda, grandes intervenções nas cidades, com impactos na mobilidade e na infraestrutura urbana.

Automação garante menos interrupção no serviço

Os investimentos previstos pela EDP no Estado também têm como foco ampliar a automação da rede elétrica para reduzir o tempo de interrupção no fornecimento. Segundo Marcos Alexandre de Campos, o Estado já apresenta indicadores superiores à média nacional.

Os investimentos previstos pela companhia até 2030 incluem a expansão de sistemas inteligentes capazes de identificar falhas automaticamente, isolar o trecho afetado e restabelecer o fornecimento para a maior parte dos consumidores sem necessidade de intervenção imediata das equipes de campo.

O objetivo, segundo o diretor-geral da companhia, é fazer com que a falta de energia se torne cada vez mais uma exceção, mesmo diante do crescimento da demanda e dos desafios impostos por eventos climáticos mais intensos.

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