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Economia

Em Pratos Limpos: cooperativa economiza duas mil horas por ano

Ferramentas de IA reduziram retrabalho, aceleraram projetos e levaram equipes a funções mais estratégicas

Em Pratos Limpos: cooperativa economiza duas mil horas por ano
- Cambruzzi disse que tecnologia liberou equipes de atividades repetitivas para focar em tarefas de valor agregado

Última atualização


O uso da Inteligência Artificial vem provocando mudanças na cultura de empresas no Espírito Santo, que têm ganho de agilidade e redução de desperdícios. No Sicredi Serrana, mais de 2 mil horas deixaram de ser gastas em tarefas operacionais e repetitivas por ano, afirma o diretor-executivo do Sicredi Serrana, Fabrício Cambruzzi.

A taxa de retrabalho em processos revisitados também caiu em cerca de 20%. Para alcançar esses resultados, o Sicredi adotou um ecossistema de IA que conseguiu reduzir em 70% o tempo de execução de projetos de menor complexidade dentro da cooperativa.

A iniciativa foi reconhecida pela Associação Brasileira de Administradores de Consórcio (Abac) em 2026, no Prêmio Abac. Em áreas como o jurídico do Sicredi, ferramentas automatizam a geração de ofícios; já no desenvolvimento de software, a IA ajuda a gerar código e a agilizar processos que antes consumiam tempo da equipe técnica.

Na fintech de pagamentos LeCard, mais de 90% das demandas do Serviço de Atendimento ao Consumidor foram automatizadas. Com a adoção de um “núcleo de inteligência de dados”, a empresa conseguiu transferir as demandas humanas do operacional para o nível mais estratégico de gestão.

“(Isso) eliminou gargalos relacionados ao tempo de consolidação de informações. Antes, levávamos horas ou dias para compilar e analisar dados; hoje, temos isso praticamente em tempo real”, diz o diretor de Operações e Marketing da LeCard, Rodrigo Teixeira.

Na Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado (OCB/ES), a cultura interna se beneficiou do uso da tecnologia. Equipes passaram a produzir com mais agilidade, mantendo consistência e qualidade técnica, diz o diretor-executivo do Sistema OCB/ES, Carlos André Santos de Oliveira.

“Isso se traduz em mais produtividade e assertividade nas entregas, pois a equipe pode se dedicar a responsabilidades que a IA não pode assumir, como tomar decisões, exercitar o pensamento crítico e dialogar com parceiros”, diz.

Uma das práticas adotadas pelo Sistema OCB/ES é o uso da ferramenta Copilot, que apoia a produção de conteúdos e a análise de documentos e informações volumosos.


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