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Economia

Empresas contratam mais idosos

Seja pelo aumento da expectativa de vida ou pela situação econômica do País — e a elevação dos endividamentos —, uma coisa é certa: os idosos estão ...

José Carlos Cícero, de 62 anos, diz que trabalha como frentista em Vitória para complementar a renda familiar

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Seja pelo aumento da expectativa de vida ou pela situação econômica do País — e a elevação dos endividamentos —, uma coisa é certa: os idosos estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu para 8% o número de pessoas acima de 60 anos de idade que voltaram a trabalhar no primeiro trimestre deste ano no Brasil, em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com especialistas em recursos humanos, o volume também é crescente no Estado. Segundo o CEO da Heach Brasil, EUA e América Latina, Elcio Paulo Teixeira, isso se dá pelo envelhecimento da população.

“Além da situação econômica do País, outro fator é o crescente endividamento dos idosos, que têm feito uma movimentação reversa para o mercado de trabalho”, completou Elcio.

A psicóloga da Design e Gente Consultoria, Maria Rita Sales, avalia de forma similar.

“Em um País onde transporte, saúde, segurança e educação não é pensada de forma abrangente, tampouco focalizada para um público que se agiganta ano após ano, as pessoas com mais de 60 anos precisam garantir o mínimo de conforto e condição financeira para preservar sua dignidade”, disse.

Maria Rita também lembrou o fato de os idosos serem muito preocupados com a saúde financeira de seus parentes mais próximos.

“Essa ajuda é por empréstimos consignados, que sabemos ser danosos e não param de ser ofertados a este público. Lamentável é ver que alguns parentes usam esse recurso de má-fé, se apropriando do valor e deixando a dívida por conta”.

O frentista José Carlos Cícero, de 62 anos, trabalha há sete anos em um posto de combustíveis de Vitória. Com planos de seguir no mercado de trabalho nos próximos anos, ele afirma que a principal motivação é complementar a renda da casa.

“Minha esposa é aposentada e recebe um salário. Se eu não trabalhar para aumentar a renda, não tem jeito de segurar as contas”.

José também disse que os postos são muito receptivos com os profissionais mais experientes. “Se eu sair de um, logo arranjo outro. Eles gostam dos mais velhos porque não faltam, não se atrasam. Os mais novos são mais irresponsáveis”.

José Carlos Cícero, de 62 anos, diz que trabalha como frentista em Vitória para complementar a renda familiar (Foto: Dayana Souza/ AT)

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