As comemorações de fim de ano nas empresas começam a fazer parte da concorrida agenda de dezembro. Regadas a bebida e, muitas vezes, com um cardápio farto, as confraternizações representam um risco aos profissionais que cometem gafes.
Seguindo a tendência de anos anteriores, especialistas em Gestão de Carreiras e Pessoas preveem que cerca de mil empregados serão demitidos este ano.
Outros até conseguem escapar da demissão, mas perdem a chance de serem promovidos por conta da falta de bom senso.
O CEO da Heach Brasil, Estados Unidos e América Latina, Elcio Paulo Teixeira, observou que a festa é um evento social, mas que muitas pessoas têm dificuldades em delimitar a postura profissional e acabam extrapolando, especialmente quando há ingestão excessiva do álcool.
“O álcool é um desinibidor e as pessoas acabam revelando comportamentos inesperados. Isso representa um risco muito grande para a imagem do profissional. Não se pode esquecer que tem o dia seguinte, com o retorno da rotina de trabalho. Há algumas situações mais sérias que resultam em demissões.”
A psicóloga e especialista em pessoas e carreiras Gisélia Freitas ressaltou que a maioria dos trabalhadores demitidos por causa de comportamentos inadequados durante festas não fica sabendo que esse foi o motivo para o desligamento.
“As demissões são veladas. Geralmente são funcionários que as empresas já tinham problemas ou predisposição para mandar embora. O comportamento acaba contribuindo para a decisão, pois elas não querem ter a imagem associada a esse tipo de trabalhador”, comentou.
Ela revelou casos de empregados demitidos após beberem demais e reclamarem com o chefe durante confraternização.
A escritora, psicóloga e diretora da Suprema Soluções em Pessoas, Sarah Rosado, orientou que o profissional mantenha a etiqueta, como evitar o abuso de bebidas alcoólicas, ter cuidado ao dançar sensualmente e evitar “flertes”.
Um a cada três fará algo vergonhoso
Quem está com aquela festa de confraternização da empresa marcada para as próximas semanas pode se preparar para evitar os vexames, pois as chances de cometer gafes são maiores do que se imagina.
Uma pesquisa da empresa de marketing OnePoll, em parceria com o site de planejamento social Evite, apontou que um em cada três funcionários de escritório faz algo que lamenta em uma confraternização de Natal do trabalho.
De acordo com a pesquisa, dois em cada cinco entrevistados relataram ter passado por um grande drama na festa do escritório ou ouviram revelações bombásticas sobre os colegas nas comemorações de fim de ano.
Segundo o levantamento, feito em 2 mil escritórios americanos, um trabalhador ouve, em média, sete novas fofocas sobre colegas enquanto participa da festa de fim de ano. Muitas são rumores sobre relacionamentos no trabalho.
Dos entrevistados, 37% disseram que testemunharam dois colegas sendo “afetuosos demais” um com o outro em uma confraternização.
O estudo ainda destaca outras informações: cada funcionário participará de seis fotos de grupo na festa, em média. Além disso, sexta-feira é o dia favorito de todos para participar das festinhas.
Foi comprovado, também, que nos casos em que a confraternização é realizada em um dia da semana, 35% dos funcionários chegam atrasados para o trabalho no dia seguinte – e 17% tiram o dia de folga.
Outro dado importante é que 75% dos funcionários afirmaram aguardar ansiosamente pela comemoração de fim de ano. E a principal razão é a oportunidade de socializar informalmente com os colegas de trabalho.
A pesquisa apontou também que 35% das pessoas alegam que um colega aparentemente tímido é sempre “a vida e a alma” da festa de fim de ano.
A psicóloga e especialista em pessoas e carreiras Gisélia Freitas enfatizou que é importante que as empresas tenham regras e orientem os profissionais para o momento da confraternização.
“As festas precisam ser encaradas como uma continuação do trabalho, apesar de, em muitos casos, acontecerem fora da empresa. “Essas gafes comprometem o profissional.”
