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Economia

ES registra menor desemprego na série histórica

Índice de pessoas que não trabalham e estão em busca de ocupação é de 3,1%, o mais baixo desde 2012. Dados são do Instituto Jones

ES registra menor desemprego na série histórica
- Aplicativo Carteira de Trabalho

Última atualização


O índice de desemprego no Espírito Santo atingiu o menor valor desde 2012, levando a um recorde histórico de empregabilidade, inclusive acima da média nacional, aponta levantamento do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

O desemprego no Estado caiu para 3,1% entre abril e junho de 2025, o que em números absolutos representa aproximadamente 65 mil pessoas desocupadas. No mesmo período do ano passado, eram 97 mil desocupados; e 132 mil neste período em 2023.

No Brasil, a taxa de desempregados — ou seja, aqueles que procuram emprego, mas ainda não estão empregados — é de 5,8%.

O bom desempenho econômico e a atração de investimentos para o Estado são algumas das justificativas para o cenário, afirma o presidente do IJSN, Pablo Lira.

“Temos os investimentos nos portos — como o Porto da Imetame, o Porto Central —, unidades produtivas do agronegócio, investimentos na Samarco, na Vale e investimentos públicos, que bateram recorde nos últimos anos”, diz.

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No ano passado, foram mais de R$ 4,2 bilhões em investimentos públicos realizados pelo Estado e, de 2019 até 2024, foram mais de R$ 16 bilhões.

Lira ainda destaca que, caso sejam considerados os períodos de crise econômica na análise, é possível falar em um recorde maior.

“Com base em outros indicadores macroeconômicos e considerando também o contexto econômico do Brasil e do Espírito Santo nos últimos 40 anos, podemos dizer que essa foi a menor taxa de desocupação nos últimos 40 anos”, afirma.

Entre as atividades mais demandadas no Estado estão as ligadas ao setor industrial, como petróleo e gás, e as de base tecnológica, conta o presidente do instituto.

“Pessoas que estão com formação na área das tecnologias emergentes, inteligência artificial, internet das coisas e, também muito forte no Estado e no Brasil, o setor da economia criativa, atrelado com as novas tecnologias”, detalha.

Entre os municípios, Aracruz foi a cidade que mais criou postos de trabalho, com 4.163 vagas neste período. A Serra vem em segundo, com 2.773 empregos criados, seguida de Linhares (1.983) e Cachoeiro de Itapemirim (1.123).

Saiba mais

Dados

Essa é a menor taxa de desempregados da série histórica, que vai até 2012, segundo o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

A taxa ficou em 3,1% no 2º trimestre de 2025, abaixo da taxa brasileira, de 5,8%.

Em números absolutos, são aproximadamente 65 mil pessoas desempregadas no Estado no 2º trimestre de 2025, contra 97 mil desocupadas no 2º trimestre de 2024 e 132 mil no 2º trimestre de 2023.

Demissões

O setor de serviços foi o que mais demitiu no 1º semestre de 2025 (111.105) e também o que mais admitiu (118.223), diz o levantamento.

Desalentados

os que não trabalham e nem procuram emprego, com 14 anos ou mais de idade e fora da força de trabalho, são 1,26 milhão no Espírito Santo no segundo trimestre de 2025.

Houve queda de 1.000 pessoas em relação ao 1º trimestre.

Cidades que mais criaram

Os municípios que mais criaram empregos entre janeiro e junho de 2025, segundo levantamento do IJSN realizado com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

  1. Aracruz – 4163
  2. Serra – 2773
  3. Cachoeiro de Itapemirim – 1123
  4. Pinheiros – 1028
  5. Sooretama – 999
  6. Vitória – 969
  7. Anchieta – 906
  8. Cariacica – 867
  9. Jaguaré – 777
  10. Vila Valério – 746
  11. São Mateus – 396
  12. Viana – 353

Funções

Os setores que tiveram os maiores saldos de emprego de janeiro a junho deste ano, segundo dados do Caged.

  1. Agropecuária – 7429
  2. Serviços – 7118
  3. Indústria – 3820
  4. Construção – 1755
  5. Comércio – 405

Preparação

As indústrias têm se preparado de várias formas, segundo o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-ES), Geferson Luiz dos Santos.

Há ações como qualificação in loco, automação de processos, retenção de talentos com melhores condições de trabalho e benefícios.

Fonte: IJSN, Ministério do Trabalho e Senai

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