O CondoExpert chega à Vitória no dia 17 de outubro em uma roda de conversa que debaterá o planejamento dos condomínios para 2027. O encontro ocorrerá no Centro de Convenções de Vitória e abordará temas como previsão de despesas, contratos, obras, manutenção, inadimplência e reserva financeira.
O encontro terá a participação de Sarah Castro, diretora comercial do Cerus, instituição especializada em soluções financeiras para condomínios com o tema “O caixa do seu condomínio está preparado para 2027?”. A executiva vai discutir os principais pontos que síndicos e administradoras devem observar na preparação do orçamento e na organização financeira para o próximo ano.
“O planejamento de 2027 precisa começar agora. É o momento de olhar para os contratos, projetar despesas, avaliar a inadimplência, verificar as necessidades de manutenção e entender quanto o condomínio efetivamente terá disponível. Quanto mais cedo esse trabalho for feito, maior a capacidade de corrigir eventuais desequilíbrios”, afirma Sarah.
A inadimplência, que interfere diretamente na capacidade de o condomínio cumprir os compromissos assumidos, será um dos pontos-chave da conversa. Mesmo quando parte das cotas não é paga, despesas com funcionários, fornecedores, segurança, manutenção e serviços continuam vencendo.
Para Sarah, acompanhar os atrasos desde o início ajuda a evitar que o problema ganhe proporções maiores. “Quando a inadimplência começa a crescer, esperar vários meses para agir pode pressionar ainda mais o caixa. A negociação nos primeiros atrasos aumenta a possibilidade de acordo e reduz a necessidade de levar a cobrança para a Justiça”, explica.
A diretora também abordará o uso da tecnologia no controle financeiro. O acompanhamento dos recebimentos, despesas e indicadores permite identificar alterações no caixa e dá ao gestor mais informações para rever gastos, negociar contratos ou reprogramar investimentos.
Outro ponto importante da conversa será a previsão das despesas extraordinárias. Obras, reformas e manutenções de maior porte precisam ser consideradas com antecedência para que não dependam exclusivamente de chamadas extras ou provoquem um desequilíbrio no orçamento.
“Olhar apenas o saldo bancário pode dar uma percepção errada da situação do condomínio. É preciso considerar os compromissos já assumidos e o que está previsto para os meses seguintes. Um caixa organizado permite saber o que está disponível e o que já está comprometido”, diz Sarah.
Durante a roda de conversa, a executiva também vai tratar da comunicação com os moradores. Para o Cerus, apresentar de forma clara a situação financeira, as despesas previstas e a necessidade de determinados investimentos facilita a discussão do orçamento e das prioridades do condomínio.
“O morador precisa entender o que está sendo planejado e como os recursos serão utilizados. Quando existe transparência, fica mais fácil discutir reajustes, obras e outras decisões que mexem com o orçamento”, afirma Sarah.