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Economia

Ex-ministro destaca produção da Vale em Vitória durante evento na Colômbia

Joaquim Levy fez declarações ao participar da Alacero Summit 2025, maior evento da indústria siderúrgica da América Latina

Complexo da Vale em Tubarão recebe constantemente investimentos em melhorias. Uma das novas instalações é a usina de briquete verdade, já ativa
Foto de perfil de Rafael Guzzo

Rafael Guzzo

Rafael Guzzo Peres é jornalista formado pela Universidade Vila Velha (UVV) e graduado em Marketing Político e Comunicação Eleitoral pela Estácio de Sá. Foi colunista de Economia e Negócios da Rede Tribuna por oito anos, à frente da coluna Dia a Dia do jornal A Tribuna; e desde 2017 é editor de Economia, tendo assumido também a seção de Política em 2020.

Última atualização


Direto de Cartagena das Índias, Colômbia

A produção de aço latino-americana, e especialmente a brasileira, se destaca por ter uma das matrizes mais limpas do mundo, com emissões de carbono significativamente inferiores à média global. Isso, afirmou o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy durante a Alacero Summit 2025, é resultado do uso mais intenso de eletricidade e de carvão vegetal em substituição ao carvão mineral, inclusive em altos-fornos, o que reduz emissões e melhora a qualidade do ferro produzido.

Levy citou ainda o “briquete verde”, tecnologia desenvolvida pela Vale em Vitória, que permite produzir aço com menos emissões a partir do minério brasileiro de alto teor. Para ele, preservar e modernizar a indústria nacional é fundamental para consolidar essa vantagem ambiental e garantir competitividade na transição energética.

O briquete verde é produzido por aglomeração a baixas temperaturas do minério de ferro, utilizando uma solução tecnológica de aglomerantes, sem uso de água, conferindo elevada resistência ao produto final. Segundo a Vale, esse novo aglomerado reduz em até 10% a emissão de gases de efeito estufa em comparação ao processo tradicional, além de diminuir a liberação de particulados e de gases como dióxido de enxofre (SOX) e óxido de nitrogênio (NOX).

A Vale investe fortemente nessa tecnologia em Vitória, com a construção de uma segunda usina de briquetes no Complexo de Tubarão, prevista para entrar em operação ainda em 2025.

As duas plantas, localizadas no espaço das antigas usinas de pelotização, somam um investimento total de US$ 342 milhões (aproximadamente R$ 1,94 bilhão) e terão capacidade para produzir seis milhões de toneladas por ano. A segunda unidade está próxima de iniciar a operação, consolidando o briquete verde como alternativa ambientalmente mais eficiente para a produção de aço e destacando Vitória como referência em inovação siderúrgica sustentável.


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