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Economia

Filhos não pagam contas e 56 mil pais vão para o SPC

Com a intenção de ajudar e vergonha de dizer não, muitos pais emprestam o nome aos filhos para o financiamento de uma casa, carro, ou até mesmo uma ...

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Joyce de Paula disse que no Caminhão do Serasa, na Praça do Papa, os endividados podem buscar orientações. Foto: Rodrigo Gavini

Com a intenção de ajudar e vergonha de dizer não, muitos pais emprestam o nome aos filhos para o financiamento de uma casa, carro, ou até mesmo uma compra no cartão de crédito. O resultado disso é que 56 mil de pais que moram no Estado ficaram com o nome sujo na praça, pois os filhos não arcaram com a dívida.

De acordo com os dados de uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 8,7% dos pais emprestaram o nome aos filhos e acabaram com o famoso “nome sujo na praça”.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória (CDL Vitória), divulgou o dado mais recente do número de endividados que tiveram o nome inscrito no SPC Brasil até outubro de 2017, registrando 649.626 de inadimplentes no Espírito Santo.

Diante disso, tirando 8,7% do número de inscritos no SPC no Estado chega-se a 56 mil pais com o crédito bloqueado em decorrência das dívidas que os filhos fizeram e não pagaram.

O presidente da CDL Vitória, Adriano Ohnesorge, destacou que o perfil de filhos que pedem o nome dos pais emprestado para adquirir algum bem é formado por pessoas desempregadas, que não conseguem comprovar a renda necessária para comprar algo e de faixa etária é entre 30 a 38 anos.

“Todas essas características já demonstram risco para o empréstimo”, ressaltou Ohnesorge.

Quem quiser encontrar uma solução para sair do sufoco financeiro pode recorrer às orientações no Caminhão da Serasa, que está estacionado na Praça do Papa, na Enseada do Suá, em Vitória.

A editora do Serasa Ensina, portal de educação financeira do Serasa Experian, Joyce Carla de Paula, destacou que no caminhão são negociadas somente dívidas da empresa Ativos S.A, que compra as dívidas de empresas de diversos setores de atuação.

“Mas o consumidor que deseja consultar qualquer dívida, vai ser orientado da melhor maneira a buscar o credor para fazer a negociação”, destacou Joyce.

A reportagem completa você lê na edição desta quarta-feira (10) do jornal A Tribuna.

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