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Economia

Fusão da Suzano ajuda economia do Estado a piorar, afirma governo

A fusão entre a Fibria e a Suzano foi apontada pelo governo como um dos componentes do resultado negativo do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado no ...

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A fusão entre a Fibria e a Suzano foi apontada pelo governo como um dos componentes do resultado negativo do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado no primeiro trimestre deste ano. A economia capixaba recuou 1,3% em relação ao trimestre anterior, segundo dados do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

O diretor-presidente do instituto, Luiz Paulo Vellozo Lucas, conjecturou que uma das possíveis causas é o remanejamento de contratos das empresas durante o processo de fusão. Além disso, houve queda no preço da celulose – neste caso, por se tratar de uma commodity, o valor é definido pelo mercado internacional. 

Entre janeiro e março deste ano, o preço da celulose chegou a cair 32%, de acordo com informações do IJSN. Somado aos prejuízos do setor, o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG) – que afetou a produção de minério de ferro –, e a baixa produção de petróleo contribuíram para a retração da economia estadual. Em suma, a indústria foi a principal causa do baixo desempenho econômico do Espírito Santo, com queda de 10,1% no primeiro trimestre.

“A economia capixaba tende a acompanhar a economia brasileira, mas também sofre a influência de acontecimentos de impacto regional, por isso tivemos um resultado um pouco abaixo do nacional. Apesar disso, acredito que esses três segmentos – minério de ferro, celulose e petróleo –, em breve, serão portadores de boas notícias”, salientou Luiz Paulo.

Ele acredita, por exemplo, que o impacto negativo da fusão entre a Fibria e a Suzano trata-se apenas de um choque inicial, e destacou que a união das empresas, de modo geral, é positiva, visto que transformou a Suzano na maior produtora de celulose do mundo, com 50% da produção total da matéria-prima.

Quanto à produção do minério de ferro, Luiz Paulo destacou que há indícios que apontam para uma retomada do segmento. “O setor de indústria extrativa voltou a contratar. Imagino que se trata de uma expectativa em relação ao retorno da Samarco”.

Já o segmento de petróleo e gás tende a ser impulsionado pelo fato de a Petrobras ter colocado à venda campos de produção e exploração on-shore (em terra), abrindo espaço para investimentos de pequenas empresas.

Posicionamento da Suzano

A Suzano descartou que a fusão com a Fibria tenha relação com o baixo desempenho do PIB capixaba. A causa principal seria o preço da celulose que, conforme a empresa informou em nota, é uma commodity e, como tal, tem seus preços definidos pelo mercado internacional. 

“Neste momento, condições macroeconômicas, tais como a trade war (guerra comercial) entre China e Estados Unidos, o Brexit e a situação da economia europeia têm influenciado negativamente os preços globais. Os fundamentos do mercado, contudo, reforçam nossa perspectiva positiva em relação ao ambiente de negócios no médio e longo prazos”.

Principais influências do PIB

No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) – que representa a soma de todas as riquezas – do Estado recuou 1,3% em relação ao trimestre anterior.

O mau desempenho foi estimulado pela indústria geral, que teve queda de 10,1% no primeiro trimestre, em relação ao trimestre anterior. O recuo foi impulsionado pelos segmentos de minério de ferro, celulose e petróleo, segundo dados do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

O comércio varejista ampliado também enfrentou retração, com 0,3% negativo. Já o segmento de serviços teve alta de 1,9%. O resultado positivo está ligado ao aumento no consumo por parte das famílias.

Além desses fatores, tem impacto o cenário político-econômico brasileiro.

Inflação

  • O acumulado entre janeiro e março foi de 1,3%. 
  • Alimentação e bebidas lideram o aumento (3,7%).
  • Educação (2,8%) e habitação (1,9%) também tiveram alta no período.
  • De acordo com o diretor-presidente do IJSN, Luiz Paulo Vellozo Lucas, as informações de consumo das famílias capixabas não indicam um comportamento de crise, e sim de uma expectativa quanto à melhora da economia.

Emprego formal

  • Ainda no primeiro trimestre, foram criadas 6.185 novas vagas de emprego. Isto é, foram feitas 6.185 contratações a mais que demissões. Destas, 4.958 vagas foram no setor de serviços.
  • A indústria de transformação foi responsável por 2.467 contratações formais.

Produção agrícola

  • Um estudo feito pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) prevê ainda que, ao longo de 2019, o café arábica sofra desvalorização de 24,8%. A queda seria causada, principalmente, pelo clima. Já o Conilon, tem alta de 2,7% prevista.

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