- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
FINANÇAS

“Garimpo de investimento” para multiplicar o dinheiro

Poupança? Que nada! Investidores do Espírito Santo apostam para ganhar alto, arriscando-se em moedas digitais e no mercado de ações

Filipe Soares ganhou, em duas semanas, 38% do valor que investiu, após apostar em ações de companhia aérea

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

Em busca de garimpar os melhores rendimentos, investidores do Estado estão apostando na diversificação de sua carteira de investimentos, que envolve desde renda fixa a apostas que tomam maior risco, como criptomoedas e bolsa de valores.

Um deles é o advogado Filipe Soares Rocha, 36, que se considera um investidor arrojado. Ele aposta  seus recursos em renda fixa, imóvel e ações. Desde antes da pandemia, ele acompanhava ações da companhia aérea Azul.

“Nos últimos 4 meses, elas chegaram em valores inferiores ao pico da pandemia sem nada extraordinário ter acontecido. Considerando que o mercado da aviação está aquecido, fiquei seguro para comprar por imaginar que voltaria a índices melhores. Nessas últimas duas semanas ganhei 38% sobre o que investi”, contou.

Para ele, o caminho para garimpar os melhores investimentos é estudar, buscar informações em fontes confiáveis e conversar com quem entende do assunto.

O consultor, educador financeiro e investidor Miguel de Souza Bastos também garimpa investimentos. Ele contou que começou a investir em 2013, quando o governo liberou a compra de ações da Vale usando o Fundo de Garantia por Tempo e Serviço (FGTS).

Além de investir em ações, que é onde mais aposta, os fundos de criptomoedas também fazem parte de sua carteira, mesmo que de maneira mais discreta. “Nesse fundo tem, pelo menos, cinco moedas. A volatilidade é menor. Se uma moeda acabar, não perco tanto”, ponderou.

Já o investidor Fabrício Carletti foca na renda variável do mercado americano. “Invisto em ativos lá fora, moeda forte, no caso o dólar”, destacou. Mas lembrou também que com a alta taxa de juros no Brasil, vale a pena investir na renda fixa.

“Investimento não é receita de bolo, cada um tem um estômago e uma perspectiva”, alertou.

O membro do Comitê Qualificado de Conteúdo sobre Finanças e Investimentos do Ibef-ES, Douglas Niero, destacou que ao longo dos anos as plataformas de investimentos, como das corretoras, ficaram mais completas para entregar um leque de produtos mais sofisticados a seus clientes.

“Estão disponíveis hoje ao investidor aplicações de Crédito Privado, como Debêntures Incentivadas por exemplo, onde é possível acessar um título de dívida de grandes empresas corrigido pela inflação e rendimento isento de imposto de renda”.


Você sabia?

Antes de investir, principalmente em modalidades de risco, é importante ter uma reserva de emergência. 

Essa reserva, de acordo com especialistas, deve ser o suficiente para o investidor se manter por um semestre, sem trabalhar, como o mesmo padrão de vida.


Saiba mais


Entenda

  • Para quem quer multiplicar dinheiro, normalmente os investimentos de maior risco são os que oferecem maiores chance de ganhos e também  de perda.
  • Mas antes de entrar para investimentos de risco, o investidor deve ter uma reserva de emergência, suficiente para ele se manter por seis meses, sem precisar trabalhar. 
  • Esse investimento não precisa ficar na poupança. Ele pode ser feito em alguma aplicação de alta liquidez que renda mais que a aplicação conservadora.

Apostas de risco 

Bolsa de Valores

  • A bolsa de valores é como um grande shopping. Nela, há várias opções para a compra como ações, índices financeiros (inflação e taxa de juros), moedas, contratos futuros, contratos de opção, commodities (matéria prima) e fundos imobiliários.
  • Para comprar  ou vender ações, é preciso ter cadastro em uma corretora ou instituição financeira habilitada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
  • Garimpeiros de investimentos afirmam que para investir na bolsa é importante estudar sobre o tema, buscar informações em fontes confiáveis e conversar com que entende, pode também procurar auxilio de um profissional. 
  • Na hora de escolher em qual empresa investir, é importante buscar informações, analisar histórico, fundamentação, situação do mercado, relatórios.  

Criptomoedas

  • As criptomoedas  são moedas digitais. Assim como o real, por exemplo, elas são utilizadas para fazer transações comerciais. Além do bitcoin, existem outras, cada uma utiliza uma tecnologia blockchain, que permite a elas algumas particularidades.
  • Se elas  são ou não um investimento é uma questão que divide especialistas. Para alguns, elas são devido à tecnologia, já para outros elas são apenas ativos,  porque não têm rendimento.
  • A orientação dos especialistas é que quem for apostar nas moedas digitais deve investir de 1% a 5% de seu patrimônio. Isso porque a volatilidade e o risco são altos. 
  • O mestrando em Digital Currencies e Blockchain Alexandre Senra explicou que existem mais de 10 mil criptoativos e mais de 99% deles vão a zero.  Ele pede cuidado com a ideia de distribuir o capital em diversos projetos, já que para isso é preciso  chutar dentro de uma amostra muito grande e a chance de acertar é muito pequena. 

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

Algumas histórias de sucesso improváveis

Venda no dia seguinte 

“Em janeiro deste ano, comprei ações de uma plataforma chinesa de pagamentos, que é como se fosse o PicPay no Brasil. Comprei as ações por R$ 15 e vendi por R$ 25 no dia seguinte. É bem raro. Mas acontece”. 

Fabrício Carletti, investidor


Opinião do especialista

“Como foi um movimento de curto prazo, há grande chance de ter sido sorte. No curto prazo o mercado de renda variável fica muito sujeito a notícias e ruídos. Isto pode causar grande volatilidade, ou variações nos preços das ações sem muita racionalidade. Consequentemente, pode resultar em ganhos, como também armadilhas que levam às perdas financeiras”. 

Douglas Niero – Membro do Comitê Qualificado de Conteúdo sobre Finanças e Investimentos do IBEF-ES


Toda rescisão na bolsa 

“Quando surgiu a pandemia, em 2020, a empresa que eu trabalhava precisava mandar vários funcionários embora. Falei para colocar meu nome na lista. Peguei todo o valor que eu ganhei da rescisão e coloquei todo na bolsa. Com um ano eu consegui uma remuneração de 100%. Eu dobrei o valor. Naquele momento eu acertei o olho do mosquito, o que não é necessário. Basta a gente acertar o mosquito, não precisa acertar o olho”.

Miguel de Souza Bastos, investidor


Opinião do especialista

“É uma situação muito difícil de acontecer. Mas garantia passada, não é sinônimo de garantia futura. No mercado em alta, quanto tudo sobe, todo mundo ganha dinheiro. Mas quando a maré baixa é que você vê quem está nadando pelado”.

Luiz Sant’Anna, economista  


Atitude especulativa 

“Em junho deste ano comprei ações da empresa de maquiagem Revlon a R$ 3 e vendi por  R$ 6, uns quatro dias depois. Foi uma atitude bem especulativa, a empresa estava entrando em recuperação judicial e havia um rumor no mercado de que um grupo indiano ia comprar a marca. Fui pelas notícias”.

Fabrício Carletti, investidor


Opinião do especialista

“Esse perfil de investidor é um perfil mais especializado. Conhece o mercado. Estar atento as informações setoriais e fazer uma análise das demonstrações da empresa antes de adquirir ações é essencial. Mas é tudo uma questão de saber a hora certa de comprar e vender. Se ficasse esperando a rentabilidade ficar ainda maior, poderia ter transformado o ganho em prejuízo”.

Eduardo Araújo, economista

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.