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Economia

Governo Federal prepara mais R$ 10 bilhões em crédito para compra de caminhões

Governo avalia ampliar crédito do Move Brasil para caminhões e ônibus, com impacto na indústria e desafios para mobilidade urbana

Governo Federal prepara mais R$ 10 bilhões em crédito para compra de caminhões
- Crédito ampliado deve impulsionar renovação da frota de caminhões e aquecer o setor de transporte no País
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Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

Última atualização


O governo federal estuda reforçar em cerca de R$ 10 bilhões o programa Move Brasil, operado pelo BNDES, e permitir o uso dos recursos para a aquisição de caminhões, bem como para ônibus.

A linha de crédito lançada em janeiro já tinha R$ 10 bilhões para renovação da frota de caminhões. Caso se confirme, vai dobrar e ampliar seu escopo, dando estímulo ao setor automotivo, que tem repercussões sobre outros segmentos e capacidade de criação de novos empregos.

“Fizemos o programa Move Brasil para ajudar os caminhões mais pesado, R$ 10 bilhões já acabou. Estamos trabalhando para ter outra tranche, retomou a indústria de veículos pesados, agora deve entrar também ônibus”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin na tarde de terça-feira (14).

Análise 

“Positivo, mas com efeitos colaterais”

“O recorde de cerca de 2.700 veículos vendidos por dia em março, no Espírito Santo, sinaliza um momento favorável para a economia local, refletindo maior confiança do consumidor, melhora no acesso ao crédito e dinamismo do comércio, mesmo em tempos de juros altos.

O setor automotivo tem forte efeito multiplicador, impulsionando serviços, logística e arrecadação. Há também mudanças estruturais em curso.

Os veículos elétricos, ainda com participação limitada, começam a ganhar espaço e tendem a ampliar sua presença, à medida que preços se tornem mais competitivos e a infraestrutura avance. Isso pode reduzir custos de uso no longo prazo e gerar benefícios ambientais.

Por outro lado, o avanço das vendas traz efeitos colaterais. Observa-se pressão sobre a mobilidade urbana, com mais congestionamentos, além de possível redução na demanda por transporte coletivo. Assim, o desafio passa a ser equilibrar crescimento econômico com planejamento urbano e políticas de mobilidade mais eficientes”.


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