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Economia

Governo prepara liberação do FGTS para ajudar endividados

Proposta em análise pela equipe econômica permite usar saldo para quitar ou renegociar dívidas e aliviar orçamento das famílias

Governo prepara liberação do FGTS para ajudar endividados
- Problemas com o saldo do FGTS estão acontecendo desde quarta-feira
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Gustavo Andrade

Jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online, com foco na editoria de Economia e produção de reportagens especiais. Escolheu a profissão por sempre gostar de escrever, além da paixão por esportes e música. Possui experiência também com assessoria de imprensa e produção de vídeos.

Última atualização

O governo federal prepara a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores endividados, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O ministro teve reunião nesta terça-feira (7) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros integrantes da equipe ministerial para discutir medidas de enfrentamento ao crescente endividamento das famílias brasileiras.

Entre as propostas em análise, está o uso do FGTS para quitação ou refinanciamento de dívidas. A iniciativa, no entanto, levanta preocupações.

De um lado, há o risco de que trabalhadores fiquem sem reserva financeira em caso de demissão. De outro, o governo avalia que a medida pode ajudar a reduzir o comprometimento da renda das famílias.

Segundo Durigan, o tema vem sendo debatido em conjunto com o Ministério do Trabalho.

“Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável a utilização para refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido. Isso não é feito só por mim, mas também pelo ministro (Luiz) Marinho. Estamos caminhando com essa avaliação, do impacto que isso vai ter sobre o FGTS”.

A medida pode funcionar como um mecanismo emergencial de alívio financeiro para os endividados, avaliou Ricardo Paixão, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-ES).

“Pode proporcionar alívio imediato no curto prazo e até mesmo estímulos pontuais à economia. Contudo, é fundamental que seja acompanhada de políticas estruturantes, como a redução do custo do crédito e o fortalecimento da educação financeira. Caso contrário, o risco é apenas postergar o problema”, disse.

Dinheiro “esquecido” pode vir a ser usado

Uso do FGTS para quitar dívidas

Entre as ideias que estão na mesa está a liberação de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas, o que abriria espaço no orçamento das famílias. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou ontem a informação.

Um ponto de preocupação já levantado, e que pesa contra a ideia, é o risco de o trabalhador acabar ficando sem recurso suficiente para o caso de perder o emprego.

A avaliação, por outro lado, é que há uma necessidade de reduzir o comprometimento de renda. Além disso, a regulamentação do FGTS como garantia para as operações de crédito consignado privado também é parte do cardápio de medidas que estão sendo estudadas pelo governo.

Dinheiro esquecido

Outra das ideias é o uso de um fundo garantidor, provavelmente o Fundo Garantidor de Operações (FGO), para ajudar na concessão de descontos para os endividados. A lógica é que os bancos que derem maior desconto nas dívidas atuais terão acesso a maior volume de garantias do governo federal nos financiamentos novos.

Público-alvo

Neste novo programa, o governo discute ao menos dois focos de ação prioritária:

População de baixa renda com dívidas em atraso entre 60 e 360 dias, que seriam estimuladas a renegociar seus débitos com descontos e novo parcelamento em uma espécie de novo Desenrola.

E consumidores adimplentes, mas com alto comprometimento de renda com o pagamento de parcelas de dívidas, que seriam estimuladas a migrar de linhas de crédito caras para outras com taxas de juros mais baratas.

80% de desconto

Na semana passada, o ministro falou sobre um novo programa do governo federal para renegociação de dívidas que prevê 80% de desconto. A ideia, diz ele, é que se ofereça 80% de desconto, sendo os 20% restantes da dívida serão refinanciados.

Fonte: Agência O Globo e Ministério da Fazenda.



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