Diferente de outros setores, a construção civil se manteve aquecida na pandemia da covid-19. Exemplo disso é que a Grande Vitória conta com 14.065 unidades em construção, sendo 13.713 residenciais.
Isso significa que a região vai ganhar mais 113 prédios. Na liderança em quantidade de empreendimentos, está Vila Velha, com 49. A capital vem em seguida, com 45, sendo acompanhada pela Serra, com 16, e Cariacica, com 3.
É o que revela o 37° Censo Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES), com base em dados do 1° semestre deste ano.
O diretor da Indústria Imobiliária do Sinduscon-ES, Leandro Lorenzon, ressalta que Vila Velha é o município que conta com o maior número de unidades. Em segundo lugar, destaque para Vitória.
Ele conta que a pesquisa traz uma série histórica do número de unidades em produção desde 2002. Nela, observa-se um pico em 2012: 36.461 unidades.
Mas ele volta ao passado e lembra que a economia começa a “sacudir” no Brasil e os prejuízos se acumulam, especialmente com a crise econômica, em 2016.
Já no pré-pandemia, em janeiro de 2020, haviam 10.524 unidades em construção. De lá pra cá, o número volta a decolar: de janeiro a junho deste ano, o aumento atingia o patamar de 40%, já que na pandemia, com as pessoas mais em casa, o olhar se voltou para o mercado imobiliário.
O diretor da Associação Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES) Ricardo Paiva explica que o mercado imobiliário vive hoje uma tendência de alta, mas as construtoras ainda não lançaram todos os empreendimentos que estão previstos.
“Muitas construtoras colocaram o pé no freio, principalmente por causa do alto custo do material de construção. A tendência é que novos empreendimentos sejam lançados no início de 2022.”
Ele enfatiza que para quem pensa em comprar um imóvel para morar ou investir o momento é agora. “A previsão é de um aumento entre 10% a 20% nos valores dos imóveis. Entre os pontos que contribuem para isso está a tendência de alta da Selic (taxa básica de juros), impactando nos juros de financiamento”.
Entre os empreendimentos em construção na Capital está o edifício Joaquim Lírio 333, na Praia do Canto, uma realização da RS Construtora.
Programa com novas regras e juros menores
Sucessor do Minha Casa, Minha Vida, o programa Casa Verde e Amarela tem novas regras. As mudanças, que passaram a valer ontem, trazem juros mais baixos e um novo teto para os imóveis de habitação popular.
As novas condições foram aprovadas em setembro pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Com a alteração, foi elevado o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados no programa e reduzidas as taxas de juros. O crédito habitacional do Casa Verde e Amarela pode ser utilizado para famílias que tenham renda bruta de até R$ 7.000.
Na maioria dos casos, o aumento do teto foi de 10%. Nos municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes, a elevação do limite foi de 15% em todos os estados brasileiros. Há situações em que o limite não foi alterado (como nas cidades com menos de 20 mil habitantes que não integrem regiões metropolitanas).
No caso de Vitória, classificada como metrópole, o teto do valor de venda ou investimento dos imóveis que se enquadram como habitação popular passou de R$ 215 mil para R$ 236,5 mil.
Juros
As novas taxas de juros foram definidas de acordo com a faixa de renda das famílias contratantes.
Na faixa 2 do programa, que abrange as famílias cuja renda mensal bruta seja de até R$ 2.000 por mês, as novas taxas são de 4,75% ao ano nas regiões Norte e Nordeste e de 5% nas demais regiões do País. A queda, segundo a Caixa Econômica Federal, foi de 0,25 ponto percentual em ambos os casos.
Já para as famílias que tenham renda mensal bruta entre R$ 4.000 e R$ 7.000, a nova taxa de juros foi fixada em 7,66% ao ano, uma redução de 0,5 ponto percentual em relação à praticada anteriormente.
A Caixa informa que as contratações do financiamento habitacional do Casa Verde e Amarela já podem ser feitas nas agências e nos correspondentes Caixa Aqui, além do aplicativo Habitação Caixa. O banco também tem um simulador para o cidadão em seu site oficial (https://www.caixa.gov.br/Paginas/home-caixa.aspx).
Construções residenciais por bairros
Vitória
Bento Ferreira e Monte Belo – 141 Unidades
Praia do Canto, Enseada do Suá, Barro Vermelho, Praia do Suá, Santa Helena, Santa Lúcia e Santa Luiza – 846
Jardim Camburi – 776 Unidades
Jardim da Penha e Mata da Praia – 715 Unidades
Total: 2.478
Vila Velha
Praia de Itaparica, Praia da Costa, Itapuã, Jockey de Itaparica, Divino Espírito Santo e Residencial Coqueiral – 4.462 unidades
Santa Inês, Nossa Senhora da Penha, Cocal e Darly Santos – 1.212 unidades
Ataíde e Aribiri – 468 unidades
Vale Encantado – 512 unidades
Santa Paula II – 352 unidades
Total: 7.006
Serra
Centro: 57 Unidades
Maringá, Planície da Serra e Porto Canoa – 714 Unidades
Morada de Laranjeiras, Jardim Limoeiro, Camará, Guaraciaba, Jardim Tropical e Parque Residencial Laranjeiras – 1.428 Unidades
Colina de Laranjeiras e Jardim Carapina -188 Unidades
Balneário de Carapebus e Bicanga – 464 Unidades
Praia da Baleia – 520 Unidades
Total: 3.371
Cariacica
Itacibá, Rio Branco e Tucum – 320 Unidades
São Francisco, Campo Grande, Morada de Santa Fé e Vila Capixaba – 198 Unidades
Jardim de Alah – 340 Unidades
Total: 858
Fonte: 37° Censo Imobiliário do Sinduscon-ES.
SAIBA MAIS
Unidades em construção na Grande Vitória
Residenciais: 13.713
Comerciais: 352
Total: 14.065
Quantidade de prédios em construção
113 na Grande Vitória
Unidades em construção na Grande Vitória
Residenciais: 13.713
Comerciais: 352
Total: 14.065
Quantidade de prédios em construção
113 na Grande Vitória