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O Espírito Santo é o estado onde os imóveis mais subiram de preço de janeiro a junho deste ano, em relação a 2021, superando, por exemplo, São Paulo, Rio e Brasília. É o que aponta levantamento da Senior Index, relatório de uma empresa que faz esse levantamento em todo o País.
Os preços dos imóveis subiram 26,89% no Estado no período, um aumento acima da inflação oficial. Essa valorização é um reflexo do cenário pós-pandemia, segundo o vice-presidente jurídico da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Gilmar Custódio.
“Ficamos dois anos parados por causa da pandemia, sem conseguir produzir unidades, com construtoras reduzindo mão de obra e adiando lançamentos. Com isso, se vendeu o que estava no estoque e a nova gama de produtos só começou a ser disponibilizada neste ano. Muita procura e pouca oferta valorizou o metro quadrado”, explica.
Ele argumenta ainda que em 30 anos trabalhando na área imobiliária nunca viu um imóvel desvalorizar, a não ser em casos extremos, e que essa variação positiva demonstra a segurança do setor.
O estudo aponta também que foram R$ 9,8 bilhões movimentados no primeiro semestre em todo o País, provocando alta de 3,2% no Valor Geral de Vendas (VGV) dos empreendimentos.
Essa agilidade na venda de unidades imobiliárias deve ser reduzida, pois as taxas de juros têm subido com os reajustes da taxa Selic, o que acaba deixando as prestações do financiamento mais caras.
“Em 2022 o setor da construção ainda vive alguns reflexos de 2021, mas o cenário agora é outro e o segmento começa a retornar a patamares mais realistas, com a Selic na casa dos 13,75%. Logo, é natural que ao longo do ano percebamos variações no volume de vendas”, comenta o head de construção da Senior, Cleber Francischini.
Esse cenário positivo também ocorreu no Estado. Por aqui, as vendas cresceram 1,26% nos primeiros seis meses deste ano em relação a igual período de 2021. Outros estados tiveram dados mais robustos, porém Goiás teve alta de 41,91% nas vendas; Paraná, 39,62%; e Rio Grande do Sul, 19,46%.
Alguns tiveram queda nas vendas, como Rio, com 44,13% menos transações; Distrito Federal, com redução de 44,04%; e Minas, com queda de 19,5%.
Saiba mais
Média nacional subiu 7,38%
– Os dados relativos do primeiro semestre deste ano apontam que o preço médio do metro quadrado no País ficou em R$ 6.931,94.
– Isso representa um aumento de 7,38% em relação ao mesmo período de 2021.
Empregos
– No setor foram abertas 184.748 vagas de empregos formais.
– Um aumento de 1,29% em relação ao mesmo período de 2021.
Fonte: Senior Index.
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