As relações econômicas do Brasil com o Irã estão estremecidas. Devido a sanções impostas por Donald Trump, dois cargueiros da República Islâmica estão parados há semanas no Paraná, por falta de combustível. Na última terça-feira (23), o país do Oriente Médio ameaçou cortar as importações brasileiras, se a Petrobrás não abastecer os navios.
Para a agência Bloomberg, Seyed Ali Saghaeyan, embaixador do Irã em Brasília, disse que entrou em contato com as autoridades brasileiras ainda ontem (23), para informar que, se a situação não for resolvida, o país já pode procurar novos parceiros para comprar milho, soja e carne.
Apenas em 2018, as vendas ao exterior somaram 22 milhões de toneladas. Dessas, 6,4 milhões foram para o Irã. No primeiro semestre deste ano, segundo dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), outras 2,4 milhões de toneladas já foram embarcadas ao país.
Das quase 100 milhões de toneladas de milho produzidas nesta safra, 76 milhões foram na chamada safrinha, cuja colheita se concentra nos meses de junho e julho. Por isso, as exportações ocorrem em maior volume no segundo semestre –no primeiro, os portos são ocupados por soja.