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Economia

Mais de 10 mil lojas e bancos negociam contas atrasadas

Na tentativa de recuperar os clientes que estão negativados no mercado, lojas e bancos estão ampliando os canais de atendimento para facilitar o ...

Última atualização

28cap19Na tentativa de recuperar os clientes que estão negativados no mercado, lojas e bancos estão ampliando os canais de atendimento para facilitar o processo de regularização de dívidas. Mais de 10 mil lojas e bancos estão negociando contas atrasadas por telefone e pela internet. No Estado, o número total é de cerca de 80 mil.

A tradicional forma de negociação presencial continua sendo praticada, mas as empresas estão também investindo em centrais de atendimento por telefone e pela internet e até na criação de um aplicativo para celular com a opção de renegociação de débitos. É o caso do Banco do Brasil, que oferece a ferramenta no celular, além das opções por ligação telefônica e site.

Outros bancos, como Itaú, Banestes e Bradesco também mantêm os canais para atendimento dos inadimplentes. O Banestes, por exemplo, oferece desde reparcelamento da dívida até descontos nos juros de mora e multa. Lojas como Itapuã, Casas Bahia, Ponto Frio, Renner e C&A aumentam a lista daquelas que realizam os acordos. Somente pela Dacasa, por exemplo, mais de 10 mil no Estado operam com os sistemas de crédito da financeira. Com a negociação, as dívidas podem ser parceladas e, dependendo do caso e do tempo de atraso, pode-se chegar ao abatimento de 100% dos juros.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, disse que as oportunidades são boas para os clientes, que conseguem descontos e condições mais facilitadas, e também para os lojistas. “É a recuperação de clientes que estavam impossibilitados de consumir. Esses clientes vão retornar às lojas no final do ano, o que é bom para o comércio”, afirmou.

O economista especialista em finanças pessoais Laudeir Frauches disse que é importante ressaltar que, há algum tempo, o interesse era quase sempre do consumidor e que a situação está mudando, “Mas, antes de renegociar, o consumidor tem de conhecer suas possibilidades de pagamento, atuais e dos próximos meses”, disse.

Samantha Dias

Confira a reportagem completa no Jornal A Tribuna

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