O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Sul) e da Promotoria de Justiça de Guaçuí, deflagrou a operação “Laranjeira”, na manhã desta sexta-feira (6), com o objetivo de desarticular uma associação criminosa suspeita de cometer fraudes na constituição e alteração de quadro societário de empresas privadas.
De acordo com as investigações, proprietários e funcionários de escritórios de contabilidade agiam no sentido de transferir a titularidade ou propriedade de empresas, com alteração no quadro societário, através da utilização de “laranjas”. Eram essas pessoas que passavam a figurar como sócios das empresas.
A finalidade das alterações fraudulentas do quadro societário dessas empresas visava auxiliar os anteriores proprietários a se livrarem de eventuais dívidas, fiscais ou não, ficando as pessoas que os sucederam sujeitas às cobranças e submetidas a negativações de crédito.
De acordo com o MPES, a operação consiste, inicialmente, no cumprimento nove mandados de busca e apreensão nas residências e endereços comerciais e de trabalho dos investigados, situados nos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, emitidos pelo juízo da 2ª Vara da Justiça Estadual de Guaçuí.
A operação conta com apoio e participação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-RJ), do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES; da Polícia Militar do Rio de Janeiro, com o GAP/RJ
