Proposta pelo presidente Jair Bolsonaro, a gratuidade do pedágio para motocicletas deverá valer para a concessão da BR-262, que está prestes a ter o edital lançado. A iniciativa vai impactar nas tarifas cobradas de automóveis e caminhões.
A isenção não tem efeito para as rodovias que já foram privatizadas. De acordo com informações do Ministério da Infraestrutura ao Estadão, a pasta trabalha para fazer essa mudança nos projetos de concessão que estão em andamento, o que inclui a BR-262 e a BR-381, ligando o Espírito Santo a Minas Gerais.
A iniciativa vai obrigar o ministério comandado por Tarcísio de Freitas a alterar projetos que já foram encaminhados para aprovação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), última etapa antes da publicação do edital. No caso da BR-262, a publicação está prevista para acontecer até o final de junho.
Além desses trechos, também estão em fase de concessão a BR-116 e a BR-494, entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, parte da Via Dutra (BR-116), que liga São Paulo ao Rio de Janeiro e rodovias no Paraná.
O pedágio pago é responsável por bancar a manutenção das vias, suas expansões e melhorias. Se um grupo deixa de pagá-lo, os demais cobrem o déficit. O impacto será no bolso do contribuinte e não vai afetar o caixa do governo.
A medida acontece na esteira da aproximação do Presidente com os motoqueiros, com quem tem promovido eventos em capitais para angariar apoio popular.
Na semana passada, o Presidente anunciou programa voltado a caminhoneiros. Como parte do Gigantes do Asfalto, o governo atendeu a uma demanda da categoria, a de alterar a lei da balança e eliminar a pesagem por eixo quando o peso está dentro do limite para veículo de até 50 toneladas.
