O mercado mundial de ações das empresas de tecnologia tem passado por altos e baixos nos últimos meses. As principais empresas do ramo, como a Meta, detentora do Facebook, Instagram e WhatsApp, e o Twitter tiveram mudanças significativas nos últimos dias.
A Meta demitiu 11 mil funcionários da empresa ao redor do mundo. O anúncio foi feito pelo CEO da empresa, Mark Zuckerberg, que disse que assumia a responsabilidade pelos cortes.
O Twitter também demitiu metade dos seus funcionários. A empresa foi comprada recentemente pelo bilionário e homem mais rico do mundo Elon Musk. Ao assumir o controle da empresa ele mandou embora 3.750 funcionários.
O mercado enxerga esses cortes com bons olhos, de acordo com o economista Ricardo Paixão, que diz que esse é um dos primeiros movimentos feitos pelas empresas para tentar equilibrar as contas.
“Quando a empresa faz essa reestruturação e tenta equilibrar suas finanças, o mercado enxerga com bons olhos esse cenário de reajuste estrutural. A empresa está passando por um momento delicado, está enxugando os custos, isso é visto com zelo pelo mercado. Por isso que a tendência é a valorização das ações”, disse.
Além disso, a alta dos juros norte-americanos ajudou a valorizar os ativos das empresas no geral, atraindo novos investidores.
Sobre investimentos em ações dessas empresas, o assessor de investimentos Fabricio Norbim disse que cada caso precisa ser analisado individualmente.
“Olhando pelo lado fundamentalista, as empresas continuam robustas e com projeções de crescimento no longo prazo”, explica.
Já as criptomoedas acumulam quedas seguidas nos últimos meses, puxadas pela principal delas, a Bitcoin. Os especialistas avaliam que o investimento nelas é algo muito volátil e uma projeção de ganhos futuros é incerto.
“Se você está interessado em investir em criptomoedas, invista aquela pequena fatia. Isso não prejudicará sua noite de sono, caso vire pó enquanto você coloca o pijama”, alerta Marcel Lima, membro do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (Ibef-ES).
Entenda
Meta
> A gigante proprietária do Facebook, Instagram, WhatsApp, Oculus e outras recentemente anunciou demissão em massa de funcionários do grupo.
> Até o momento foram demitidos 11 mil funcionários de todo o mundo.
> É a primeira vez que acontece um corte em massa nas empresas do grupo. Funcionários demitidos pela Meta corresponde a 13% do quadro total.
> Os cortes fazem parte do planejamento de reestruturação do grupo após a divulgação do relatório de baixos lucros e perda de receitas.
> A empresa do passarinho azul foi recentemente comprada pelo multibilionário Elon Musk.
> Depois de uma novela de compra, com desistência e intervenção do governo americano, Musk comprou a empresa por 44 bilhões de dólares (R$ 233 bilhões na cotação atual).
> Ao finalizar a compra, Musk demitiu 3.750 pessoas, cerca de metade dos funcionários da empresa.
> Segundo ele, o twitter não dava lucro no modelo de negócio que se encontrava e as demissões são um dos passos para a reestruturação.
Criptomoedas
> As criptomoedas vêm acumulando quedas seguidas há meses.
> O colapso recente das gigantes negociadoras como a FTX ajudou a diminuir ainda mais o valor delas.
Fonte: Exame, Valor e Pesquisa A Tribuna