- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
Economia

Nada de compras! Maioria vai guardar o 13º para usar em emergência

Este ano, os consumidores estão mais cautelosos em relação ao uso do 13º salário. Pesquisa de uma empresa de informações de crédito mostra que a ...

Boletos e contas a pagar: recomendação é guardar dinheiro para fazer o pagamento de impostos no início do ano

Última atualização

Este ano, os consumidores estão mais cautelosos em relação ao uso do 13º salário. Pesquisa de uma empresa de informações de crédito mostra que a maioria dos entrevistados (52%) vai investir o dinheiro ou guardá-lo para usar em caso de emergência por causa da pandemia.

Para o levantamento, a empresa entrevistou cerca de 600 consumidores em todo o Brasil.

De 2019 para 2020, o número de pessoas que respondeu que vai investir os recursos subiu de 22% para 25%. Os consumidores que vão guardar o dinheiro para pagar contas no início de 2021 ou usar em caso de emergência foram de 26% em 2019 para 27% em 2020.

Boletos e contas a pagar: recomendação é guardar dinheiro para fazer o pagamento de impostos no início do ano (Foto: Divulgação)Menos de 20% pretende usar o 13º com viagens, compras de eletrônicos, produtos para a casa, itens de vestuário, presentes ou produtos para a ceia.

“Considerando que este foi um ano marcado pelo desemprego e pela dependência do auxílio emergencial, as pessoas precisam rever seus padrões de consumo. Com a tentação de comprar itens materiais e presentes, as pessoas acabam comprometendo a renda, que já não foi boa por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19 na economia”, ponderou o economista Celso Bissoli.

O economista Eduardo Araújo acredita que, para as famílias, este é o momento de fazer uma avaliação do orçamento.

“É necessário fazer um planejamento financeiro, ver se dá para viajar, gastar com presentes ou festas de fim de ano, sem esquecer dos impostos lá na frente”, aconselhou.

E complementou: “Para quem está pensando em fazer uma compra maior, de eletrodoméstico ou eletrônico, talvez seja melhor esperar janeiro, quando o comércio costuma oferecer preços melhores”.

Em relação aos consumidores que pretendem guardar o benefício, 38% dos entrevistados responderam que querem poupar de 51% a 100% do 13º. No ano passado, essa parcela era de 31%.

“Muita gente acabou utilizando dinheiro da reserva financeira este ano. Como vamos continuar vivendo os efeitos da pandemia nos próximos meses, é hora de recompor a reserva emergencial”, concluiu o economista Ricardo Paixão.


DICAS DE ESPECIALISTAS


Comércio

  • O fim do ano traz grande apelo de compra. Antes de comprar itens para uso pessoal ou presentes, é preciso analisar sua situação financeira.

Dívidas

  • O mais importante, segundo os especialistas, é quitar dívidas antigas e evitar novas.

Impostos

  • Com o início de um novo ano, chegam impostos como IPTU e IPVA. Também é hora de se preocupar com matrícula e material escolar.
  • É importante deixar uma quantia reservada para esses gastos.

Planejamento

  • Assim que as dívidas forem quitadas, é importante analisar o orçamento familiar e checar se dá para fazer uma viagem, investir em presentes, etc.

Parcelamentos

  • Se as compras forem necessárias, priorize o pagamento à vista.
  • Se for parcelar, só assuma o compromisso se souber que poderá pagar.
  • Se for possível, a recomendação é esperar pelo período em que as lojas fazem liquidação, como em janeiro.
Fonte: Especialistas entrevistados.


Especialistas alertam para não começar o ano com dívidas

O percentual de consumidores consultados em pesquisa da instituição de crédito que irão usar o 13º salário para quitar dívidas caiu em relação ao ano passado. Enquanto 33% planejavam sair do vermelho em 2019, esse número foi reduzido para 29% em 2020.

Ricardo Paixão, economista (Foto: Divulgação)“Antes de planejar outros gastos, é essencial pagar dívidas antigas e evitar contrair novas. O mercado está se recuperando lentamente e não haverá auxílio do governo no ano que vem. Então, a recomendação é prudência neste momento”, analisou Eduardo Araújo.

O economista Ricardo Paixão ressalta a importância de usar o recurso para pagar dívidas com juros altos ou de itens essenciais.

“É preciso ficar de olho no cartão de crédito e no cheque especial, evitando que os juros aumentem ainda mais. Também é prioridade ficar em dia com o financiamento de casa ou do automóvel, o aluguel, contas de água e luz, itens que não podemos correr o risco de ficar sem”.

Já o economista Celso Bissoli lembra de impostos e despesas do início do ano. “É necessário se planejar para conseguir pagar IPTU, IPVA, matrícula escolar, material escolar dos filhos… Se todo o 13º for gasto no fim do ano, o consumidor corre o risco de começar o novo ano endividado, e pode ser difícil se recuperar depois”.

 

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.