O Banco Central está acelerando reformas no sistema financeiro que dependem apenas de atos administrativos. As medidas visam facilitar empréstimos para a sociedade e possibilitar a maior circulação de dinheiro.
Com a aproximação das eleições, essa foi a forma encontrada pela autoridade monetária para não depender de aprovações do Congresso Nacional.
Segundo informações da Agência Globo, um dos principais pontos da reforma é mais uma redução dos depósitos compulsórios, ou seja, queda do que é repassado pelo Banco Central de todo o dinheiro recebido à vista por instituições financeiras.
Esse sistema de depósito compulsório tem o objetivo de que o BC tenha controle sobre a quantidade de moeda que circula no País. Atualmente, R$ 417,9 bilhões estão nos cofres do banco e poderiam ser emprestados pelas instituições.
Antes de outros cortes feitos, em setembro do ano passado, esse valor era de R$ 472,3 bilhões.
De acordo com o economista e professor universitário Mario Vasconcelos, a medida vai facilitar os empréstimos e reduzir as taxas do cheque especial, do cartão de crédito, do crediário e das operações financeiras de forma geral.
“Com o compulsório reduzido, haverá mais dinheiro nos bancos e, com isso, mais moedas circulando. É uma medida importante porque a economia está parada. A tendência é de que, com os juros mais baixos, as pessoas sejam incentivadas a comprar e as empresas a produzirem mais”.
Com impacto direto no comércio, a medida é bem vista pelo presidente da Federação do Comércio do Estado, José Lino Sepulcri. Ele pondera que, apesar da impopularidade do governo federal, as medidas econômicas têm sido importantes para o restabelecimento do crescimento econômico.
“Com a maior circulação de dinheiro, o comércio e o setor de serviço como um todo serão beneficiados com a iniciativa. Ter acesso ao crédito com o juros mais convidativos é a probabilidade de que novos dias virão”. Otimista, Sepulcri acredita que a estimativa de crescimento da economia aumente.
A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste domingo (22).