- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
Economia

Nove mil cheques ainda são usados todo dia no ES

Forma de pagamento resiste mesmo na era digital. Confiança no cliente é um dos fatores cruciais entre quem ainda aceita

Alessandro mostra cheques de clientes: “Aceito de quem atendo há mais de 10 anos, não de qualquer um”

Última atualização



Com o avanço dos meios de pagamento digitais, o uso dos cheques vem caindo no país. Mas a modalidade, se não é valorizada por uma parcela da população, para outra é sinônimo de confiança.

No país, 170 milhões de cheques foram compensados no ano passado, o que corresponde a cerca de 3,4 milhões no Espírito Santo ou 9 mil por dia.

O vice-presidente da Federação do Comércio do Estado José Carlos Bergamin (Fecomércio) destacou que se considerarmos que os cheques não são descontados em dias úteis, esse número é ainda maior. Mas quem aceita cheque hoje em dia?

Alessandro Audaz, de 51 anos, por exemplo, é um deles. Ele é proprietário da Audaz, que produz e vende cosméticos para salões de beleza, e revelou que não só aceita os cheques dos clientes como pagamento, como também utiliza o meio para pagar as próprias contas.

“Aceito de clientes que atendo há mais de dez anos, não pego de qualquer pessoa”, ressaltou. Ele explicou que a indústria em que compra, também aceita.

A grande vantagem do meio de pagamento, para ele, é que ao contrario do cartão de crédito, não tem limite. “Por causa da inadimplência, as pessoas pararam de pegar”, lembrou.

De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) em 2023 o número de cheques devolvidos foi de 18 milhões, que representou 10,67% no total de cheques compensados no país, e queda de 7,9% na comparação com 2022, quando foram devolvidos 19,5 milhões de documentos.

Já em relação aos devolvidos sem fundos, o total caiu de 15 milhões, em 2022, para 13,6 milhões no ano passado, uma redução de 9%, conforme a Federação.

Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban destacou que a pandemia estimulou o uso dos canais digitais dos bancos e, hoje, quase 8 em cada 10 transações bancárias realizadas no Brasil são feitas por eles (77%). Soma-se a isso, o sucesso do PIX.

O número de transações com cheques vem caindo, mas o valor do tíquete médio aumentou, passou de R$ 3.257,88 em 2022 para R$ 3.617,60 em 2023, apontando que ele é a escolha para transações de maior valor.

Saiba mais

Número de transações já caiu 95%

– Cheque

É uma ordem de pagamento, que pode ser à vista ou predatada. O papel é trocado por dinheiro na agência bancária em que o emitente tem conta.

O banco entrega o carnê para o cliente com vários cheques. A medida que precisa, o cliente o preenche, com valores, datas de pagamento, por exemplo, para pagar contas. Considerando sempre o saldo que tem na própria conta no banco, para a cobertura do valor.

Quando quem recebeu o cheque vai até o banco para receber os valores e não há saldo suficiente, o cheque é considerado sem fundo.

– Queda no uso

O uso de cheques caiu 95% desde 1995, quando teve início a série histórica do levantamento. No país, 170 milhões de cheques foram compensados no ano passado, o que corresponde a cerca de 3,4 milhões no Espírito Santo ou 9 mil por dia.

O número de transações com cheques vem caindo, mas o valor do tíquete médio aumentou, passou de R$ 3.257,88 em 2022 para R$ 3.617,60 em 2023, apontando que ele é a escolha para transações de maior valor.

– Confiança

Mesmo com a queda no uso, há aqueles que ainda resistem. O uso do papel se tornou uma operação entre pessoas que conhecem e confiam umas nas outras. Na certeza de que o devedor vai honrar o compromisso, com saldo em conta para a compensação do valor.

O uso é mais comum no interior ou em comércios mais distantes dos grandes centros.

Fonte: Febraban, Fecomércio



Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.