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HISTÓRIAS EMPRESARIAIS

Novo condomínio terá golfe e marina em Guarapari; veja detalhes

A ABR Brasil estreia no mercado imobiliário com dois empreendimentos e prevê R$ 120 milhões só em lançamento no Norte, o Reserva Aracruz

Novo condomínio terá golfe e marina em Guarapari; veja detalhes
- Hildo Cecato (à esquerda) e Josias Dias (à direita) são fundadores da ABR Brasil: novo ramo
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Rafael Guzzo

Rafael Guzzo Peres é jornalista formado pela Universidade Vila Velha (UVV) e graduado em Marketing Político e Comunicação Eleitoral pela Estácio de Sá. Foi colunista de Economia e Negócios da Rede Tribuna por oito anos, à frente da coluna Dia a Dia do jornal A Tribuna; e desde 2017 é editor de Economia, tendo assumido também a seção de Política em 2020.

Última atualização

Um condomínio de alto padrão com campo de golfe, marina, hípica, restaurante e terrenos de em média 1.560 metros quadrados está nos planos dos empresários Josias de Oliveira Dias e Hildo Cecato para Guarapari. O empreendimento terá praticamente 1 milhão de metros quadrados e exclusivos 282 lotes.

A área fica no Contorno de Guarapari, a cerca de seis quilômetros do mar. A proposta é levar ao Estado um projeto inspirado em empreendimentos de alto padrão de São Paulo. A previsão é começar a movimentação no terreno em meados de 2027 e trabalhar para lançar o empreendimento entre 2027 e 2028.

Antes disso, a dupla pretende lançar, até o fim de 2026, o Reserva Aracruz. O condomínio terá 220 lotes numa área total de 250 mil metros quadrados, clube, ciclovia, pista de caminhada e um mall com serviços. O Valor Geral de Vendas (VGV) é de R$ 120 milhões.

Os dois projetos marcam a entrada da ABR Brasil no mercado imobiliário. A empresa nasceu no setor florestal, tem sede na Serra, cerca de 350 trabalhadores e atuação também na Bahia, Piauí, Tocantins e Maranhão.

Josias e Hildo contaram ao Histórias Empresariais como surgiu a companhia e os novos planos.

Rafael Guzzo, Hildo Cecato e Josias de Oliveira Dias durante a entrevista do  Histórias Empresariais: novo projeto de altíssimo padrão na Cidade Saúde
Rafael Guzzo, Hildo Cecato e Josias de Oliveira Dias durante a entrevista do Histórias Empresariais: novo projeto de altíssimo padrão na Cidade Saúde Foto: Divulgação

A Tribuna — O projeto do Reserva Aracruz envolve 220 lotes, com mall e estabelecimentos comerciais. Poderiam apresentar mais dessa proposta?

Josias de Oliveira Dias — Esse projeto nasceu há uns sete anos, quando o Hildo chegou ao escritório e falou que tinha surgido uma área próxima ao Morada Parque. A gente comprou já com o propósito de fazer um loteamento e foi amadurecendo a ideia até decidir fazer o primeiro condomínio fechado da cidade. A área total tem 250 mil metros quadrados.

Já tem um VGV fechado, valor geral de vendas?

Josias — Temos. Para Aracruz, estimamos um VGV de R$ 120 milhões. Será um condomínio de entrada controlada, com reserva florestal em volta, pista de caminhada, ciclovia, áreas de lazer e clube.

Mas vai precisar de muita gente para trabalhar lá?

Josias — Na obra, vai precisar de 80 a 100 pessoas, sem falar nos empregos indiretos. Depois, quando o condomínio for lançado e começarem as construções das casas, a demanda por mão de obra na região cresce ainda mais.

A ideia é fazer só esse projeto? Dar uma escapadinha para o mercado imobiliário e depois voltar para o lugar de origem? Ou não, tem projetos maiores?

Josias — Quase que foi um conjunto. Quando a gente comprou a área de Aracruz, eu comprei uma fazenda em Guarapari. Temos um projeto em Guarapari fabuloso. A gente vem amadurecendo ele a cada dia.

Onde ele fica mesmo?

Hildo Cecato — Guarapari, no Contorno. Estamos a seis quilômetros do mar. São quase 1 milhão de metros quadrados e só 282 lotes, com terrenos de 1.560 metros quadrados, em média. Tem campo de golfe, marina, restaurante, campo de futebol e hípica. É outro padrão. A gente está trazendo um estilo de São Paulo para Guarapari.

E onde vai crescer mais? Aracruz ou Guarapari?

Hildo — Acho que, no momento, Aracruz cresce um pouco mais. São dois tipos de público. Aracruz é mais primeira residência e Guarapari é mais segunda residência. Para mim, são dois municípios que mais vão crescer fora da curva.

Estamos atravessando um quadro em que os juros estão começando a cair, mas ainda são muito altos. O mercado imobiliário é muito dependente de transações de crédito. Esse é o maior desafio ou já se percebe algum desafio maior?

Hildo — Juros altos são um empecilho muito grande para empreender. Mas vamos fazer financiamento próprio no loteamento, dentro da própria empresa, conforme o que o cliente quiser, dois, três, quatro anos, com taxa e estudo. No loteamento é relativamente mais fácil. Quando fala em verticalização, complica mais porque os juros atingem mais o capital.

Vamos falar sobre a história da empresa, que atua com o mercado florestal. Quando começou? Como é que foi isso?

Josias — Foi em 2002. Minha família sempre mexeu com reciclagem. Em Aracruz, começamos com resíduos de eucalipto, casca e madeira. Meu pai foi saindo da reciclagem e começou a mexer com madeira.

Depois peguei serviços maiores, voltei para Aracruz e resolvi montar uma recauchutadora de pneus. Foi nessa época que conheci o Hildo. Depois voltei para a madeira e para a biomassa.

O Hildo entrou também e foi ele quem deu o nome ABR, que significa Aracruz Biomassa Renovável.

A empresa tem atuação em Aracruz, mas é só em Aracruz ou está no Norte do Estado?

Josias — O setor florestal atua hoje também na Bahia, Piauí, Tocantins e Maranhão.

Plantar árvore é bom negócio?

Josias — Hoje, quem tem eucalipto plantado em grande escala está em um momento bom. É uma atividade que exige escala porque são cerca de sete anos até o primeiro corte. O eucalipto nunca teve o valor que tem hoje, porque há demanda muito grande da siderurgia e da celulose.

Investir e empreender é questão de seguir o que se gosta de fazer ou o negócio é procurar uma atividade necessária, pesquisar e oferecer um serviço para alguém que precise, independentemente de gostar?

Hildo — Quando comecei, foi de outro jeito. Fui vender pastel e caldo de cana. Saímos da roça na década de 1970 para trabalhar como empregados e, pouco tempo depois, viramos sócios do negócio.

A vontade de trabalhar e de vencer na vida fez a gente agarrar a oportunidade. Depois vieram supermercado e outros negócios.

O empreendedor não pode deixar de se preocupar em ter um braço gestor?

Josias — Se o empreendedor enxergar que não tem condição de fazer a gestão, tem que buscar quem saiba. Empreender é diferente de fazer gestão. Se não conhece o negócio, tem que buscar quem conhece. Senão, você parte com o negócio amador. Ter alguém que realmente entende faz o negócio nascer mais maduro.

Além do mercado imobiliário, tem algum outro negócio em vista pela ABR?

Hildo — Não. Temos que dar um passo de cada vez. Em Aracruz, temos o loteamento, depois o mall e ainda uma terceira área. E temos Guarapari. A gente lança Aracruz até o fim de 2026 e, entre 2027 e 2028, entrega. Em Guarapari, começamos a mexer no campo em meados de 2027 e, de 2027 para 2028, lançamos. Agora estamos focados nisso.

Perfil

Hildo Cecato

Empresário e sócio da ABR Brasil

  • Começou a trabalhar ainda jovem, vendendo pastel e caldo de cana
  • Passou pelo comércio e pelo setor de supermercados
  • Casado há cerca de 40 anos com Elizabeth
  • Pai de duas filhas, Carolina e Bianca
  • Já participou de mais de 20 CNPJs ao longo da vida

Perfil

Josias de Oliveira Dias

Capixaba de Vitória

  • Empresário da ABR Brasil
  • Trajetória ligada à reciclagem, madeira, biomassa e setor florestal
  • Casado e pai de quatro filhos
  • Começou a trabalhar e empreender ainda muito jovem
  • Tem atuação empresarial ligada a Aracruz
  • Hobby: cavalos e cavalgadas
  • Hoje também investe no mercado imobiliário

Curiosidades 

Do picolé à cocada

Foto: ChatGPT

Josias conta que tinha sete ou oito anos quando vendeu picolés por alguns dias para juntar dinheiro e comprar coco e açúcar. As irmãs faziam cocadas, que ele vendia na estação de trem de Marechal Floriano.

Foi uma das primeiras experiências dele com comércio ainda na infância.

111 km pedalando

Foto: ChatGPT

Hildo começou a pedalar depois de enfrentar problemas de coluna por volta dos 40 anos.

A bicicleta virou um de seus principais hobbies. Hoje afirma conseguir percorrer 100 quilômetros e contou que recentemente completou uma volta de 111 quilômetros com amigos em cerca de seis horas.



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