Após o resultado das eleições, com a definição de Lula (PT) como o novo presidente da República, ficam as expectativas no cenário econômico e sobretudo para os investidores de como será o comportamento do mercado.
O anúncio do ministro da Fazenda é muito aguardado e um nome que agrade o mercado pode resultar em reações positivas na Bolsa e no câmbio, de acordo com Douglas Niero, membro do Comitê Qualificado de Conteúdo sobre Finanças e Investimentos do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças no Estado (Ibef-ES).
“É preciso observar como será o processo de transição. Em um primeiro momento, devemos ver um nível mais elevado de volatilidade nos mercados, ou seja, mais ruído e certa percepção de risco enquanto é apresentado uma visão mais clara do que será feito”, destaca.
Como o investidor estrangeiro tem participação relevante no mercado brasileiro, a entrada ou saída de capital no Brasil pode causar variações mais intensas no câmbio e na cotação das ações. “O investidor estrangeiro está de olho na responsabilidade com os gastos públicos e a política fiscal”, diz Niero.
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Os setores que tendem a ser favorecidos no governo Lula são varejo, construtoras de baixa renda e educação, segundo Thiago Goulart, diretor de Conteúdo Técnico do Ibef-ES.
No radar dos investimentos, de acordo com Goulart, há alternativas interessantes a partir do novo governo e com a manutenção da taxa Selic em 13,75%,
Para os investidores iniciantes, a renda fixa é um dos melhores caminhos. É considerada uma forma mais segura para conseguir boa rentabilidade e manter o poder de compra do dinheiro ao longo do tempo.
“Com a manutenção da taxa Selic, a renda fixa ainda está atrativa. Por exemplo: investindo R$ 10 mil, em um prazo de três anos, com variações, o montante final pode chegar a R$ 12.767, caso a aplicação fique na poupança. Contudo, pode chegar a R$ 14.328, se aplicado em um Certificado de Depósito Bancário (CDB)”, explica Goulart.
O especialista de investimentos da XP, João Paulo Villarinho, disse que é interessante para os investidores mais experientes manter portfólio diversificado, com ativos nacionais e internacionais.
Ativo financeiro é um ativo não físico cujo valor é derivado de reivindicação contratual, como depósitos bancários, títulos e participações no capital social de empresas.
“Para os ativos nacionais, destaco os atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), pós fixados (aqueles em que não é possível conhecer o rendimento da aplicação no momento da aquisição do título), por conta da taxa Selic”.
SAIBA MAIS
Alternativas de investimentos
Renda fixa
Com a manutenção da taxa Selic, a renda fixa ainda está atrativa aos investidores. Por exemplo: investindo R$ 10 mil, em um prazo de três anos, o montante final pode chegar a R$ 12.767,19, caso fique na poupança.
Renda fixa
Normalmente a alta na taxa de juros impacta diretamente o custo de capital das empresas brasileiras. Ou seja, quanto maior os juros, mais caro fica para a empresa captar recursos no mercado.
Porém, o Banco Central do Brasil, ao contrário da maioria dos bancos centrais do mundo, se antecipou e o ciclo de alta dos juros está no fim.
A incerteza em relação às políticas futuras do novo governo traz volatilidade às ações de estatais como Petrobras e Banco do Brasil.
Fundos Imobiliários
Já os fundos imobiliários seguem como opção interessante para investidores que buscam renda e valorização do seu patrimônio.
Hoje, existem fundos que estão negociando em patamares atrativos. Ou seja, investidores que têm perspectiva de longo prazo podem vir a se beneficiar de um eventual upside no médio prazo.
Fonte: Thiago Goulart e Ibef-ES.