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Economia

Padeiros ameaçam entrar em greve

Mais de 10 mil padeiros ameaçam paralisar as atividades em cerca de quatro mil empresas de panificação e confeitaria em toda a Grande Vitória a ...

Última atualização

Mais de 10 mil padeiros ameaçam paralisar as atividades em cerca de quatro mil empresas de panificação e confeitaria em toda a Grande Vitória a partir da quinta-feira da semana que vem (13).

Segundo informações do Sindicato dos Padeiros do Espírito Santo (Sintramassas-ES), o motivo é a demora nas negociações salariais. A categoria reivindica o reajuste da reposição da inflação (9,62%) e mais aumento real de salários.

Os padeiros também pedem a inclusão de planos de saúde e odontológico, seguro de vida e tíquete-alimentação. Além disso, eles solicitam Participação nos Lucros e Resultados (PLR), entre outras reivindicações.

O presidente do Sintramassas-ES, Ari George Siqueira, disse que, mesmo com a crise, o setor registrou no ano passado um crescimento de 2,7% em todo o Brasil, com um faturamento chegando a R$ 84,7 bilhões.

“Todo este crescimento do setor está relacionado com a dedicação dos trabalhadores, que merecem uma campanha salarial decente”, afirmou Siqueira.

O Sintramassas-ES pretende utilizar carro de som para mobilizar os trabalhadores nas principais regiões da Grande Vitória, Cachoeiro de Itapemirim e Linhares.

A definição de greve foi tomada após impasse durante reunião realizada na última sexta-feira (30) entre a diretoria do Sintramassas-ES com o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Espírito Santo (Sindipães), que representa os empresários.

O presidente do Sindipães, Luiz Carlos de Almeida, afirmou que as padarias e confeitarias de todo o Brasil tiveram uma queda de 4%, entre janeiro a junho deste ano, por isso, o momento não seria propício para a greve.

“Acho que não é o momento para se falar em greve, devido ao atual cenário econômico que estamos passando”, disse Almeida.

Segundo ele, a projeção de 3% de crescimento para o setor este ano deve repor apenas os prejuízos das empresas durante a crise.

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