Em um País cuja economia dá sinais de que não deve engatar uma recuperação consistente tão cedo, o presente do Dia das Mães tem mudança de perfil. Já há filhos que, em vez de dar roupas, sapatos ou perfumes, entre outros mimos, vão pagar contas para presentear, seja as que estão no prazo e mesmo as já vencidas.
Essa novidade agrada o economista Eduardo Araújo, para quem, em tempos de crise, nada melhor do que dar de presente o pagamento de uma conta.
“Isso indica maturidade dos filhos. Quem opta por se livrar de contas a vencer, reduz riscos de inadimplência, de custos financeiros com juros e multas, e o transtorno psicológico do superendividamento. É uma boa ideia para ajudar as mamães que acabaram se endividando na crise a terem noites de sono mais tranquilas.”
No Estado, são 219 mil desempregados e 706.559 inadimplentes, o que vem levando a uma queda no poder de compra da população. Ainda assim, o comércio está animado com a data, comemorada hoje, e projeta vendas até 6% melhores em relação ao ano passado.
Em um contexto geral, porém, o comércio esperava uma recuperação mais acelerada da economia, segundo o gerente de negócios da CDL Vitória, Geraldo Calenzani.
“O número de inadimplentes não cresceu mais porque as pessoas não estão comprando ou já estão endividadas. Mesmo assim, 706 mil é um número bem significativo. Mas já adianto que em relação a março, abril teve crescimento de meio por cento”, lamentou.
Para o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José Cesar da Costa, uma recuperação na criação de empregos é a solução para melhorar o consumo e a economia.
Veja a reportagem completa na edição deste domingo (12), do Jornal A Tribuna.
