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Economia

Petróleo, gás e minério desaceleram economia capixaba após dois anos de crescimento

Após dois anos de crescimento consecutivos, a economia do Espírito Santo voltou a registrar queda em 2019. De acordo com Indicador de Atividade ...

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Após dois anos de crescimento consecutivos, a economia do Espírito Santo voltou a registrar queda em 2019. De acordo com Indicador de Atividade Econômica (IAE) da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), o crescimento do Estado saiu de 1,1% em 2018 para o resultado negativo de -2,0% no último ano.

A queda no Produto Interno Bruto (PIB) capixaba foi puxada pelo setor industrial, especialmente com o recuo na produção de petróleo e gás e nas atividades de pelotização de minério, prejudicadas pelo rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais.

O Indicador de Atividade Econômica é uma nova ferramenta lançada pela Findes para monitorar o comportamento da economia do Estado. O objetivo é a elaboração de um indicador trimestral, utilizando a metodologia do PIB oficial divulgado anualmente pelo IBGE, para acompanhar a evolução dos setores e das atividades econômicas do Espírito Santo.

A primeira edição do indicador, divulgada hoje pelo órgão, demonstra queda nos três principais setores da economia do Estado em 2019. A área que mais desacelerou no último ano foi a indústria, que recuou 7,0%. Já os setores de agropecuária e serviços, os outros dois grandes setores monitorados, tiveram reduções de 3,4% e 0,2%, respectivamente.

 (Foto: Divulgação)

De acordo com o relatório da Findes, a indústria extrativa retraiu 17,2% no Estado em 2019. A queda foi puxada pelo setor de petróleo e gás natural, que corresponde a cerca de 78% das atividades extrativas.

Além da diminuição da exploração, entre os motivos da queda de produção do setor estão paralisações para manutenção de unidades de armazenamento e transferência (FPSO) e uma plataforma de produção, além de problemas técnicos da plataforma P-58 da Petrobras, que contribuíram para uma queda de 14,8% na produção de petróleo e 16% na produção de gás em relação a 2018.

Já o rompimento da barragem de Brumadinho, em janeiro de 2019, causou redução de 18,6% na quantidade de minério de ferro vindo de Minas Gerais e beneficiado em usinas capixabas, para exportação pelo porto de Tubarão.

A indústria de transformação também registrou retração de 10,9% no último ano, influenciada principalmente pelo recuo na produção de celulose e papel, fruto de uma redução de demanda internacional agravada pela crise comercial entre a China e os Estados Unidos.

Em direção contrária, os setores de energia e saneamento, além da construção civil, registraram crescimento pelo segundo ano consecutivo em 2019., com 4,2% e 7,5%, respectivamente.

Apesar do resultado anual negativo, o relatório da Findes aponta uma retomada de 0,9% no crescimento no último trimestre de 2019, com o primeiro resultado positivo após cinco trimestres consecutivos de queda.

Para o presidente da Findes, Léo de Castro, o Espírito Santo conta com um cenário favorável para retomar o crescimento econômico em 2020, apesar das turbulências causadas pela recente crise do coronavírus e da guerra comercial dos preços do petróleo

“Temos o privilégio de viver em um estado que tem equilíbrio fiscal e capacidade de investimento. Isso é uma raridade absoluta no Brasil. Precisamos colocar isso a favor do desenvolvimento econômico mais intenso do Estado. No momento, precisamos de uma força-tarefa para fazer um contraponto a esta tsunami mundial que vem acontecendo”, pontuou o presidente.

Segundo Léo, os impactos da pandemia do coronavírus devem ser menores para indústria capixaba em relação a outros estados, já que o setor conta principalmente com matéria-prima local e não é dependente de importações.

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