Uma das seleções mais desejadas e esperadas pelos concurseiros de todo País foi autorizada pelo governo federal. Trata-se da prova da Polícia Federal, que vai oferecer 1.500 vagas, para diversos cargos, com salários que podem chegar a R$ 23 mil.
O concurso ainda não tem edital publicado, mas os interessados em fazer a prova já devem começar a se preparar, segundo especialistas. Eles estimam que a seleção não deve demorar muito para ser feita, e é essencial que o futuro candidato já faça uma rotina de estudos.
O personal trainer Patrick Paraguassú, que tem prática em preparar candidatos para os testes físicos, afirmou que para a pessoa que já tem costume de treinar, o importante, no momento, é especificar exercícios para trabalhar os grupos musculares alvos. “O sedentário tem que começar do zero, é corrida contra o tempo, trabalhando a parte psicológica para não gerar ansiedade. É trabalho de resistência muscular localizada e com o tempo trabalhar as fases do treinamento”, ressaltou o personal.
Ele frisou que é importante que a pessoa procure um profissional para começar a treinar de seis meses a um ano antes da prova. “Senão, a pessoa pode se frustrar por não conseguir executar os exercícios”.
A portaria, que autoriza o concurso, foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Serão 123 vagas para delegado federal, 400 para escrivão, 84 para papiloscopista e 893 vagas de agente. Todos os cargos exigem nível superior de escolaridade e o edital de abertura para as inscrições deve ser publicado em até seis meses.
Segundo Ivone Goldner, diretora pedagógica do CEP Concursos, para quem ainda não está se preparando, é importante que comece imediatamente. “Mesmo quem vai começar do zero é possível alcançar uma competitividade. O candidato deve usar o edital do último concurso e iniciar a preparação”.
Ivone frisou que, mesmo que ocorram mudanças de um edital para outro, elas não devem ser grandes. “A pessoa precisa identificar para qual cargo ela vai concorrer. Depois, ela deve ler o edital com atenção. Daí ela vai saber em qual jogo ela está entrando e começa a seguir o conteúdo das disciplinas”.
Bárbara Santos, mentora e coach de concursos e residência médica, afirmou que é preciso estabelecer os horários. “Assumir um compromisso como se fosse um trabalho, em que acorda, troca a roupa, toma café. Uma vez que estabeleceu os horários que irá estudar, dividir, então, as matérias”.
Ela ressaltou que este planejamento faz com que o candidato não perca tempo. “Planejar, embora demande tempo, é essencial para estudar com qualidade”.
Cuidados no preparo físico para se sair bem na prova
Além das provas escritas, outra etapa de extrema importância para o concurso da Polícia Federal é o teste de aptidão física. Para Fernando Paes, profissional de Educação Física, o preparo para o concurseiro já deve começar.
“Geralmente, as pessoas chegam em cima da hora, faltando dois ou três meses para a prova. Quando sai o resultado, é que ela vai correr atrás e aí pode ser tarde. Quanto antes começar, é possível um treino qualificado, além de um resultado melhor, é menor risco de lesões no candidato”, disse.
Antes de iniciar o treino, é preciso que o futuro candidato passe por uma avaliação com um cardiologista. Além disso, é recomendado que o concurseiro procure um profissional da área para lhe acompanhar no processo.
“Se a pessoa nunca fez atividades, ela pode começar com uma caminhada. É importante começar cedo para que, perto da data, se possa intensificar. Cada ritmo vai variar de pessoa para pessoa, do estilo de vida que ela tem, se ela tem sobrepeso ou não”, disse.
No último concurso da Polícia Federal, realizado em 2018, os testes exigidos foram os seguintes: teste em barra fixa, teste de impulsão horizontal, teste de natação (50 metros) e teste de corrida de 12 minutos. Porém, é possível que os critérios mudem na nova seleção.
Além de preparar o físico para a seleção, é preciso estudar com uma mente tranquila. Segundo a coach de concursos Bárbara Santos, uma boa organização do local de estudos é importante. Além disso, a profissional destaca que o candidato deve estudar ingerindo água para hidratar e optar por uma boa alimentação.
Publicação no Diário Oficial
A Polícia Federal foi autorizada, através de uma portaria publicada no Diário Oficial da União, a abrir concurso público para 1.500 vagas.
Serão 123 vagas de delegado, 400 vagas de escrivão, 84 vagas de papiloscopista e 893 vagas de agente.
O edital de abertura de inscrições para o concurso público será publicado em até 6 meses.
No último concurso, realizado em 2018, os salários foram de R$ 11.983,26 para agente, escrivão e papiloscopista e de R$ 22.672,48 para delegado.
Etapas e disciplinas
No último edital, foram seguidas as seguintes etapas e disciplinas para cada cargo:
delegado
Etapas: prova objetiva, discursiva, prova de aptidão física, prova oral, avaliação médica, avaliação psicológica e avaliação de títulos.
Disciplinas: Direito Administrativo, Constitucional, Civil, Processual Civil, Empresarial, Internacional Público e Cooperação Internacional, Penal, Processual Penal, Previdenciário, Financeiro e Tributário e Criminologia.
Agente e papiloscopista
etapas: prova objetiva, discursiva, exame de aptidão física, avaliação médica e avaliação psicológica. Para o cargo de escrivão, ainda há a prova prática de digitação.
disciplinas: Língua Portuguesa, Noções de Direito Administrativo, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Penal e Direito Processual Penal, Legislação Especial, Estatística, Raciocínio Lógico, e Informática.
Para a prova de escrivão, é importante estudar Arquivologia.
Na prova de agente ainda caiu a disciplina de Contabilidade Geral.
Já na prova para papiloscopista, entraram as disciplinas de Arquivologia, Biologia, Física e Química.
Orientações
É importante que o candidato leia o edital do último concurso, para adiantar seus estudos. É provável que ocorram mudanças, mas não serão muitas.
Depois, ele deve definir o seu tempo de estudo diário. Especialistas aconselham que o candidato estude pelo menos três horas por dia, seguindo um cronograma de planejamento.
os estudos devem ser iniciados por matérias que certamente não serão retiradas do edital, como Direito Penal, Direito Constitucional, Direito Administrativo e Legislação Especial, além de leis esparsas, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Desarmamento.
Fonte: Especialistas ouvidos.
