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Economia

Previdência Social: teto do INSS tem reajuste de 3,9% e sobe para R$ 8.475

Benefícios acima do mínimo terão correção de 3,9%, abaixo da inflação oficial. Já o piso nacional subiu 6,79%, para R$ 1.621

Previdência Social: teto do INSS tem reajuste de 3,9% e sobe para R$ 8.475
- Pagamentos com valores reajustados terão início a partir de 2 de fevereiro, conforme calendário
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Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

Última atualização


Aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em valores superiores ao salário mínimo terão correção de 3,9%, reajuste que elevará o teto previdenciário de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55 neste ano.

O percentual reflete a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada ao longo de 2025, e será aplicado a todos os benefícios acima do piso nacional, do menor valor até o teto previdenciário.

Esse percentual é calculado a partir dos dados de inflação divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e segue o que determina a Lei nº 8.213/1991.

O reajuste ficará abaixo da inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumulou 4,26% no ano passado.

Já quem recebe um salário mínimo segue outra regra. O piso nacional para 2026 foi fixado em

R$ 1.621,00, o que representa um aumento de 6,79% em relação ao ano anterior.

Esse reajuste é maior porque o cálculo do salário mínimo leva em conta não só a inflação, mas também o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Os pagamentos do INSS com o novo valor mínimo começam no próximo dia 26.

Para os segurados que recebem acima do salário mínimo, os pagamentos com os valores reajustados terão início a partir do dia 2 de fevereiro, conforme o calendário oficial do INSS.

Idosos

Para o economista e professor na Fucape Eduardo Araújo, o reajuste das aposentadorias acima do salário mínimo em 2026 ilustra a tensão permanente da política previdenciária entre regra e realidade.

“A correção pelo INPC, de 3,9%, cumpre o critério legal vigente, mas fica abaixo do IPCA, que encerrou 2025 em 4,26%. Na prática, isso representa perda gradual de poder de compra para quem está fora do piso. Isoladamente, a diferença parece pequena, quase irrelevante”.

O problema, segundo ele, surge quando esse descompasso se repete ano após ano. “Ao longo do tempo, ele corrói o valor real do benefício e altera o padrão de consumo do aposentado. Essa perda tende a ser mais sentida porque a cesta de gastos do idoso não é neutra. Saúde, medicamentos, planos, serviços e cuidados pessoais ocupam parcela maior do orçamento, e frequentemente sobem acima da inflação média”, disse.

Depoimento

Erosão da renda

“O reajuste ‘correto’ no papel não recompõe o custo de vida efetivo da pessoa idosa. Ainda assim, há um limite claro para ir além disso. A Previdência é uma despesa de massa, e cada ganho real se transforma em custo permanente para milhões de benefícios.

Nesse equilíbrio delicado, a política escolhe conter a despesa agregada, mesmo que isso implique uma erosão lenta da renda para quem recebe acima do mínimo”.

Eduardo Araújo, economista

Saiba mais

Reajuste

A partir de fevereiro, os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham mais que o salário mínimo terão aumento de 3,9%.

Com a correção, o teto dos benefícios da Previdência Social sobe para R$ 8.475,55 em 2026, contra

R$ 8.157,40 em 2025.

A variação equivale ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

Pagamento

O reajuste de 3,9% será pago integralmente aos segurados que já recebiam as aposentadorias e pensões do INSS acima de um salário mínimo em 1º de fevereiro de 2025.

Quem começou a receber o benefício após essa data terá aumento proporcional ao número de meses em que o benefício foi pago.

Números

Segundo o INSS, atualmente 13,25 milhões de beneficiários no País recebem acima do piso nacional.

Um total de 21,9 milhões de pessoas, cerca de 62,5% do total dos aposentados e pensionistas, recebe o salário mínimo, que subiu de

R$ 1.580 para R$ 1.618.

Tabela do INSS

A correção de 3,9% também incidirá sobre a tabela do INSS, por meio da qual os trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada e de empresas estatais recolhem as contribuições mensais à Previdência Social. As alíquotas e as faixas de dedução vão incidir sobre as seguintes faixas:


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