- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Economia

Projeto de fertilizante em Linhares pode ser reativado?

Ideia apresentada pela Petrobras na década passada para Linhares ganha, na visão de empresários, fôlego com estímulo federal

Projeto de fertilizante em Linhares pode ser reativado?
- Fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia: Petrobras diz que projeto para o Estado ainda não está nos planos

Última atualização


O estímulo de R$ 10 bilhões previsto pelo governo federal para a produção de fertilizantes no Brasil pode colocar o projeto de uma fábrica em Linhares novamente no radar. É no que acreditam empresários do Estado.

O Complexo Gás-Químico, previsto pela Petrobras no município do Norte capixaba em meados de 2012, tinha como uma das possibilidades ser fornecedor de matéria-prima para fertilizantes produzidos com base na amônia gerada pelo processamento do gás natural.

A ureia, fertilizante produzido a partir da amônia, é usado na agricultura para acelerar o crescimento das plantas, repor nutrientes esgotados no solo e maximizar a produtividade de colheitas.

O consultor empresarial Durval Vieira de Freitas, da DVF Consultoria, explica que a produção de gás no Espírito Santo é maior que o consumo, o que pode servir de estímulo para a instalação de uma indústria desse tipo no Estado.

“A gente pode usar o gás natural como um insumo, uma matéria-prima para isso. Agora, depende de um investidor para isso, que poderia ser a Petrobras”, comenta.

Para o empresário José Emílio Brandão, diretor da Metalvix, as condições colocam o Estado como um ambiente muito propício para esse tipo de investimento.

“Gás é um elemento essencial para a produção de fertilizantes, e nós temos. As áreas portuárias também têm uma grande capacidade de movimentação de carga, tanto para importação como exportação. Soma-se a isso a Sudene e a ZPE. Tudo isso nos coloca como uma opção para uma nova indústria de fertilizantes da Petrobras”, comenta.

Já o empresário Lúcio Dalla Bernardina, presidente da Metalosa, ressalta que o investimento no Espírito Santo seria oportuno para a Petrobras e para o País, dada a necessidade de autossuficiência desse produto — muito usado, inclusive, no plantio do café.

Procurada, a Petrobras afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que o projeto de uma fábrica de fertilizantes no Espírito Santo não consta no Plano de Negócios 2026-2030 e que “não há previsão”.

O projeto de lei que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e destina até R$ 10 bilhões em subsídios para o setor foi aprovado na Câmara e seguiu para o Senado.

Saiba mais

Subsídio de R$ 10 bilhões para fábrica

Fertilizantes

A produção de fertilizantes tem início com o aproveitamento do gás natural como matéria-prima. O insumo é a base de todo o processo industrial previsto para um complexo gás-químico.

Na primeira etapa, o gás natural é transformado em amônia. Esse composto químico serve como base para a fabricação de diferentes produtos industriais e é considerado o elo inicial da cadeia produtiva.

Em seguida, a amônia é utilizada para a produção de ureia. O fertilizante é apontado como um dos principais produtos obtidos a partir do processamento do gás natural.

Outras utilidades

A cadeia industrial pode avançar para outras etapas de transformação. A amônia também pode ser empregada na fabricação de melamina, matéria-prima utilizada na produção de utensílios domésticos e painéis.

Outra possibilidade é a produção de metanol. A partir dele, podem ser fabricados produtos como ácido fórmico, destinado à indústria do couro, e ácido acético, utilizado na fabricação de tintas e vernizes.

O resultado desse processo é a agregação de valor ao gás natural. Em vez de comercializar apenas a matéria-prima, a indústria passa a produzir fertilizantes e outros insumos químicos, ampliando o potencial de desenvolvimento industrial.

Mais Lidas

Ver tudo ›