
Ranking elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego revelou os municípios do Espírito Santo que mais contrataram e demitiram de janeiro a julho deste ano.
Na pesquisa, Itapemirim, no Sul do Estado, aparece como a cidade que teve o melhor desempenho, com saldo positivo de 805 postos de trabalho. No levantamento, o resultado é calculado subtraindo o número de demissões do total de contratações realizadas no período. Na lanterna do ranking por saldo estão três municípios da Grande Vitória: Serra, Vitória e Vila Velha.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a partir do levantamento de admissões e demissões realizadas durante os meses de janeiro a julho deste ano, em 21 municípios capixabas com mais de 30 mil habitantes.
Apesar do bom desempenho de Itapemirim, entre julho de 2015 e julho deste ano, houve uma queda de 5,62% no nível de emprego no Estado, o que significa 43.586 postos de trabalho a menos. As informações constam no Caged.
Para o superintendente do Ministério do Trabalho no Espírito Santo, Alcimar Candeias, o cenário capixaba de retração de empregos é um espelho do que acontece no País. No entanto, ele avaliou que o Estado amargou uma perda maior do que a média nacional. “Somos o terceiro pior do ranking, só perdendo para Pernambuco, que teve demissões em massa, e o Amazonas, que viu grandes fábricas fechando”, completou.
Segundo Candeias, o resultado no Estado se deve, principalmente, a perda de investimentos em dois setores: o de petróleo e gás e o da construção civil. “Vínhamos em um ritmo de crescimento maior do que a média nacional até 2014, mas com a parada nos investimentos tivemos o pior resultado do Centro-Sul”, explicou.
Na opinião do economista e diretor da Valor Investimento, Paulo Henrique Corrêa, a crise econômica ajuda a explicar o alto fechamento de postos de trabalho. “Tivemos ainda, no caso capixaba, o cancelamento e adiamento de muitos investimentos e projetos da Petrobras. Isso prejudicou toda a cadeia de prestadores de serviço e, consequentemente, de empregos.
Corrêa avalia, porém, que se o governo conseguir emplacar as reformas necessárias, a economia poderá voltar a crescer e, junto com ela, as contratações.
Por Heloiza Camargo Thaíssa Dilly
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