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EMPREGO

Riscos para a carreira com as redes sociais

Estudo aponta que a exposição pode ameaçar as chances de conseguir um cargo, ser promovido e até mesmo ser entrevistado

Riscos para a carreira com as redes sociais
- Professor Bruno Felix coordenou estudo com jovens e adultos, de 20 a 50 anos, que se expõem em redes sociais

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Não é de hoje que as redes sociais fazem parte do cotidiano dos brasileiros, mas, quando se trata da vida profissional, essa relação pode ser perigosa. 

Com a popularidade das buscas de currículos e portfólios online, o processo de recrutamento para vagas de emprego migra cada vez mais para o ambiente digital. 

Isso quer dizer que os recrutadores, ao se interessarem por um candidato, podem recorrer à internet para pesquisar sobre ele. 

Para a maioria dos empregadores, as habilidades e as experiências são o mais importante para avaliar a adequação profissional à vaga pretendida. No entanto, a capacidade técnica pode não ser o único critério de avaliação. Encontrar um candidato que tenha os mesmos valores da empresa é um fator que pode ser decisivo. 

Quando se trata de redes sociais, mesmo no caso do profissional com o currículo mais forte, a exposição  pode colocar em risco as chances de conseguir um cargo, ser promovido e até mesmo ser entrevistado. 

Uma pesquisa coordenada pelo doutor em Administração e professor da Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças (Fucape), Bruno Félix, apontou que a forma como os jovens e adultos se expõem nas redes sociais pode impactar negativamente a imagem profissional. 

Foram observadas pessoas que atuam no mercado de trabalho há  no mínimo um ano e possuem perfis nas redes sociais. 

A pesquisa observou perfis públicos, fechados e híbridos, quando a informação é postada, restringindo quem tem acesso ao conteúdo.

Os resultados demonstraram que o indivíduo que adota o comportamento aberto possui uma tendência a ser menos respeitado no ambiente de trabalho, quando comparado ao indivíduo que adota comportamentos de controle de audiência. O mesmo foi identificado com relação à simpatia. 

Bruno  afirmou que a ideia da análise não é determinar como as pessoas devem utilizar as redes sociais, e sim alertar sobre como o comportamento adotado pode refletir a imagem profissional.

“O objetivo do estudo é mostrar que tudo que é postado é visto e, dependendo do conteúdo, pode ser um problema”, completou.

Uma só postagem pode complicar

Uma única postagem infeliz nas redes sociais pode arruinar a vida profissional. É o que destaca o doutor em Administração e professor da Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças (Fucape), Bruno Félix.

“Ainda mais em uma era em que os trabalhadores mais jovens estão conectados com uma média de 16 colegas de trabalho online, e onde 40% a 60% dos gerentes de contratação usam a mídia social para selecionar potenciais contratações”, comentou. 

Atualmente, é difícil encontrar pessoas fora das mídias sociais. Então, é fundamental questionar como podemos equilibrar o pessoal e o profissional nas redes. 

De acordo com Félix, uma pesquisa realizada com capixabas apontou que a maioria das pessoas usa perfis abertos, não adota filtros para o conteúdo e nem seleciona quem verá suas postagens. 

Ainda segundo o professor, há quem utilize perfis fechados e não aceite colegas de trabalho em suas redes. 

“Esses dois perfis de usuários são os que mais acabam sendo mal vistos no trabalho: o primeiro por entrar em polêmicas e exposições desnecessárias e o segundo por ser visto como antissocial”, afirmou.

Para Bruno, a ideia é que façamos a escolha por nós mesmos, ainda que atentos ao conteúdo.

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