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Economia

Rogério Salume: mudança nas tarifas dos EUA agrada ao Espírito Santo

Previsão é de que o novo regime tarifário dos Estados Unidos poupe 46% dos produtos brasileiros exportados ao país

Rogério Salume: mudança nas tarifas dos EUA agrada ao Espírito Santo
- Rogério Salume disse que a modificação abre oportunidades para o café e o setor de rochas do Estado
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Rodrigo Péret

Formado em Jornalismo pela Faesa em 2017 e atualmente cursando o último período de Direito na Multivix Vitória, Rodrigo Péret está em A Tribuna desde 2019, onde atua como repórter de Política e Economia, ocasionalmente atuando como colunista de Plenário. Paralelamente, colabora para o portal Wrestlemaníacos, especializado em Pro-Wrestling, desde 2011.

Última atualização


A decisão dos Estados Unidos de fixar em 10% a nova alíquota global sobre importações, em vigor desde a última terça-feira (24), foi avaliada de forma positiva pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes).

A medida, formalizada pela U.S. Customs and Border Protection, ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegais tarifas emergenciais anteriores, levando o governo do presidente Donald Trump a estabelecer um novo regime tarifário.

Para o secretário de Desenvolvimento, Rogério Salume, no caso do Espírito Santo, a sinalização é de abertura de oportunidades, especialmente diante de levantamentos que apontam o Brasil como potencial beneficiário da redução média das alíquotas.

De acordo com Salume, produtos estratégicos do Espírito Santo, como o café e parte do setor de rochas, serão diretamente beneficiados, além da carne bovina, laranja e pescados, que permanecem isentos da tarifa global, o que reforça a competitividade das exportações capixabas.

“O novo cenário pode favorecer uma ampliação das relações comerciais entre o Estado e os EUA, abrindo espaço para diversificação de mercados e fortalecimento da pauta exportadora estadual”, frisou Salume.

O novo regime tarifário dos Estados Unidos deve poupar 46% dos produtos brasileiros exportados ao país, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Entre os itens beneficiados, estão as aeronaves, que passam a ter alíquota zero para ingresso no mercado estadunidense.

Em nota, o ministério informou que, com a nova ordem executiva publicada em 20 de fevereiro, cerca de 46% das exportações brasileiras aos EUA (US$ 17,5 bilhões) ficam sem qualquer sobretaxa adicional.

Outros 25% (US$ 9,3 bilhões) passam a estar sujeitos à tarifa global de 10%. Aplicado com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, o percentual pode subir para 15% conforme o governo estadunidense.

Já 29% das exportações (US$ 10,9 bilhões) continuam submetidas às tarifas setoriais previstas na chamada Seção 232, mecanismo aplicado de forma linear a diversos países com base em argumentos de segurança nacional, como no caso de aço e alumínio.

Antes das alterações, aproximadamente 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a sobretaxas de até 40% ou 50%.

Saiba Mais 

Aeronaves

Uma das principais mudanças é a exclusão das aeronaves da incidência das novas tarifas. O produto passa a ter alíquota zero, contra tributação anterior de 10%.

Segundo o Mdic, as aeronaves foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e conteúdo tecnológico.

Setores beneficiados

Além das aeronaves, o ministério avalia que o novo regime amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

Máquinas e equipamentos; Calçados; Móveis; Confecções; Madeira; Produtos químicos; e Rochas ornamentais deixam de enfrentar tarifas de até 50% e passam a competir sob alíquota isonômica (igual para todos os países) de 10%, ou eventualmente 15%.

No setor agropecuário, pescados, mel, tabaco e café solúvel também saem da alíquota de 50% para a tarifa geral de 10% (ou eventuais 15%).

Comércio bilateral

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% sobre 2024. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 45,1 bilhões, gerando déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

O Mdic ressalta que os dados foram estimados com base nas exportações para os Estados Unidos no ano passado. Os cálculos podem sofrer variações conforme critérios técnicos de classificação tarifária e destinação específica dos produtos.


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