Quatro mil novos funcionários diretos e indiretos é o que a Samarco vai precisar contratar para alcançar sua plena produção, segundo expectativa do mercado. É esperado que a empresa volte às suas atividades no primeiro trimestre do próximo ano, após conseguir as licenças ambientais necessárias.
Paralisada desde 2015 – quando uma barragem se rompeu na cidade de Mariana, em Minas Gerais, e resultou na morte de 19 pessoas – a Samarco vai voltar a funcionar com 26% de sua capacidade, o que corresponde a uma usina de concentração em Minas Gerais e outra de pelotização no Espírito Santo. Para isso, já conta com o quadro funcional necessário: 1.135 trabalhadores diretos, segundo assessoria.
Porém, a utilização das outras três usinas do complexo capixaba vai ocorrer de forma gradativa. Justamente nessas fases que há expectativa de contratação. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Espírito Santo (Sindifer), Lúcio Dalla Bernardina, a retomada vai, sim, ocorrer em etapas.
“Será uma contratação lenta e gradativa. Na operação plena com as quatro usinas funcionando, o número de contratação pode chegar a quatro mil dentre diretos e indiretos, em dois anos”, explicou.
Desses profissionais necessários, segundo Dalla Bernardina, estão: mecânicos, soldadores, caldeireiros, eletricistas e engenheiros variados (ambiental, produção, metalúrgica, entre outros).
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