A Samarco informou que, em 2020, vai recontratar parte dos trabalhadores demitidos depois da tragédia ocorrida em novembro de 2015, em Mariana (MG). A companhia já tem todas as licenças ambientais para voltar às atividades, paralisadas desde o desastre, e o retorno ocorrerá em um ano.
A mineradora confirmou que, para se preparar, já começa a contratar empresas terceirizadas, que vão criar mil empregos a partir deste ano, segundo Durval Vieira de Freitas, coordenador do Fórum Capixaba de Petróleo e Gás da Federação das Indústrias do Estado (Findes).
Ele disse que a volta da companhia deve manter um quadro de 1.200 empregados diretos e criar, ainda, mil vagas na cadeia envolvida na prestação de serviços ao setor. Os números são fruto de um cálculo baseado na antiga produção e quantidade de empregados da empresa.
A Samarco espera reiniciar as operações utilizando novas tecnologias para o empilhamento de rejeitos a seco. Os próximos passos serão a construção de uma planta de filtragem em Minas Gerais e a manutenção das instalações industriais de Ubu, em Anchieta.
Após a conclusão dessas obras, a Samarco voltará com 26% de sua capacidade, com produção de 7 e 8 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro por ano.

“São profissionais ligados às tarefas diárias da empresa, como mecânicos, soldadores, caldeireiros, serralheiros, manufaturistas, eletricistas, ajudantes e engenheiros. Além de motoristas, cozinheiros, entre outros, em número menor.”
Com o processo de filtragem, a empresa espera poder drenar a parte arenosa do rejeito, que representa 80% do volume total do descarte, e assim fazer o empilhamento de forma mais segura.
Os 20% restantes serão depositados na cava Alegria Sul. As cavas são estruturas com a profundidade de um prédio de sete andares, onde são depositados os rejeitos.
A empresa informou que o retorno das atividades de extração de minério só ocorrerá após a implementação do sistema de filtragem.
