Os 17.500 servidores públicos federais na ativa no Estado poderão ter seus salários congelados por até três anos como solução do governo federal para viabilizar o programa do auxílio emergencial.
Apesar de ainda não estar fechada, a alternativa é comentada nas conversas entre Executivo e Congresso. O ministro da Economia, Paulo Guedes, admite que a possibilidade possa se tornar realidade.
“Da mesma forma que quando durou um ano nós ficamos sem (aumento de) salários em 2020 e 2021, se durar dois anos, três anos, quatro anos, vai ficar mais tempo tudo travado”.
Segundo ele, hoje o Ministério da Economia se encontra em um “vácuo jurídico” para tentar resolver o problema.
“Hoje nós estamos num vácuo jurídico. Eu não posso dar auxílio emergencial. Tem teto de gastos, regra de ouro. Eu preciso de autorização. Eu posso pedir crédito extraordinário, mas tem que ter o argumento da imprevisibilidade, não é imprevisibilidade, é uma pandemia que aparentemente está subindo, e eu não consigo fazer isso com facilidade”.

“É inadmissível. Ele tira o imposto das importações das armas e coloca na conta dos trabalhadores. Servidor público é um trabalhador como qualquer outro, precisa de reajustes para sobreviver, ainda mais em meio aos problemas que a economia nacional vive atualmente, com a inflação subindo”.