
A assinatura de um decreto que transforma os supermercados em atividade essencial – e que, portanto, permite a abertura das lojas do País em domingos e feriados – está rendendo discussões no setor.
Para a realidade do Espírito Santo, a dúvida que fica é: os supermercados vão ou não abrir aos domingos a partir de agora?
A reportagem de A Tribuna conversou com empresários do setor para obter a resposta. Em comum, todos disseram que, até 31 de outubro – quando expira a convenção coletiva mais recente do segmento, que estipulou a não abertura – os supermercados não abrirão aos domingos.
Depois desse prazo, a maioria disse que a tendência é que as lojas continuem não abrindo. “Na atual situação, acredito que abrir aos domingos não compensa”, disse o diretor do Carone, Willian Carone Júnior.
No Epa, o entendimento é o mesmo. “Vamos esperar a convenção para decidir junto com as outras redes. Mas não vejo a abertura aos domingos como vantajosa”, afirmou o diretor Roberto Gosende. O gerente administrativo do Schowambach, Norival Schowambach, também frisou que é contra a abertura. “Não vale a pena financeiramente. Os custos aumentam”.
O proprietário do Perim, Dailton Perim, disse que a rede vai analisar se será interessante abrir aos domingos ou não. A mesma análise será feita pelo Extrabom, comentou o sócio da rede, Eliomar Cesar.
Por nota, o Carrefour informou que aguarda definição legislativa e sindical a respeito da operação da unidade capixaba. Também por nota, o Grupo Ok anunciou que vai acatar a decisão do Sindicomerciários-ES.