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Economia

Taxa de cartório: Findes e Sinduscon defendem projeto que atualiza tabela

O projeto, cujo texto foi aprovado pelo TJ-ES ainda em 2024, aguarda análise da Secretaria Geral da Mesa (SGM) do Legislativo estadual desde outubro

Fachada da Assembleia Legislativa, onde projeto de lei deve ser votado ainda este ano para já valer em 2026
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Rodrigo Péret

Formado em Jornalismo pela Faesa em 2017 e atualmente cursando o último período de Direito na Multivix Vitória, Rodrigo Péret está em A Tribuna desde 2019, onde atua como repórter de Política e Economia, ocasionalmente atuando como colunista de Plenário. Paralelamente, colabora para o portal Wrestlemaníacos, especializado em Pro-Wrestling, desde 2011.

Última atualização


A Federação das Indústrias do Estado (Findes) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon) saíram em defesa de um projeto de lei proposto pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES), que visa atualizar a tabela de das taxas de registro em cartório na compra de imóveis.

O projeto, cujo texto foi aprovado pelo TJ-ES ainda em 2024, aguarda análise da Secretaria Geral da Mesa (SGM) do Legislativo estadual desde outubro, quando foi liberado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Nos bastidores, a informação é de que uma comissão especial pode ser criada para tratar do tema na Assembleia Legislativa, e que o objetivo é aprovar as novas regras ainda neste ano, para que elas possam valer já em 2026.

Conforme explica o vice-presidente do Sinduscon, Leandro Lorenzon, a tabela não é atualizada desde 2001, o que criou uma grave distorção.

“A tabela tem como teto atual R$ 200 mil. Ou seja, quem compra um apartamento por esse valor está pagando o mesmo de escritura e registro que uma pessoa que compra um imóvel de R$ 2 milhões, por exemplo”.

A tabela proposta pelo Tribunal tem mais faixas de contribuição e será corrigida pelo IGP-M, eliminando o represamento dos últimos 24 anos.

Hoje, quem compra um imóvel de R$ 200 mil paga R$ 6.930,16 de taxas. Se passar, passará a pagar R$ 3.037,67. O teto passará a ser os imóveis acima de R$ 1,15 milhão.

Segundo o corregedor nacional de Justiça Mauro Campbell Marques, as taxas no Estado são consideravelmente mais altas do que em outros estados, o que leva à evasão de recursos e tributos. Essa situação também estaria contribuindo para a informalidade nas transferências de imóveis.

O presidente da Findes, Paulo Baraona, disse que a atualização é uma medida necessária para fortalecer o ambiente de negócios e dar mais previsibilidade ao setor da construção civil.

“A mudança também impacta diretamente a sociedade, que é quem paga pelas escrituras e sente no dia a dia os custos e entraves dos valores desatualizados”, afirma.

O Sindicato dos Notários e Registradores do Estado (Sinoreg-ES) foi procurado, mas não se manifestou até o fechamento da edição.

Entenda

Proposta prevê correção pelo IGP-M

Proposta

Desde 2001 a tabela não é corrigida, provocando uma grave distorção. Hoje, quem compra um apartamento de mais de R$ 200 mil já paga o teto.

A tabela proposta pelo Tribunal tem mais faixas de contribuição e será corrigida pelo IGP-M, eliminando o represamento dos últimos 24 anos.

Hoje, quem compra um imóvel de R$ 200 mil, paga R$ 6.930,16 de taxas. Se passar, passará a pagar R$ 3.037,67. O teto passará a ser os imóveis acima de R$ 1,15 milhão.

Segundo o corregedor nacional de Justiça Mauro Campbell Marques, os emolumentos no Espírito Santo são consideravelmente mais altos do que em outros estados, o que leva à evasão de recursos e tributos. Essa situação também estaria contribuindo para a informalidade nas transferências de imóveis.

O projeto, cujo texto foi aprovado pelo TJ-ES ainda em 2024, aguarda análise da Secretaria Geral da Mesa (SGM) do Legislativo estadual desde outubro, quando foi liberado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Fonte: TJ-ES e Assembleia Legislativa.

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