
O presidente Michel Temer confirmou nesta terça-feira (8) que existem estudos para aumentar a alíquota de Imposto de Renda, mas ressaltou que “nada foi decidido”. “Há os mais variados estudos. Mas são estudos que se fazem rotineiramente”, disse. Segundo os jornais “O Globo” e “O Estado de S. Paulo”, o governo estuda um pacote de aumento de impostos para quem ganha salários maiores de R$ 20 mil.
Temer também afirmou que há uma “necessidade imperiosa” de se fazer a reforma da Previdência, quase uma semana depois de conseguir barrar a denúncia por corrupção na Câmara. “Este ano o deficit previdenciário é de R$ 284 bilhões e no ano que vêm de R$ 205 bilhões, se nós não fizermos esta reforma vai ser dificílimo enfrentar os próximos anos”, afirmou o presidente, em um congresso da Fenabrave (associação das concessionárias de veículos).
O discurso foi feito após executivos do setor, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) e o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) cobrarem que a reforma seja feita com celeridade.
Tanto Alckmin como Maia se comprometeram a ajudar nas articulações para que ela seja aprovada.
Ao público de executivos, Temer também defendeu que as reformas política e tributária -com simplificação de tributos- sejam aceleradas no Congresso.
Segundo ele, têm sido feitos nos últimos anos “pequenos remendos” na Previdência, que não foram suficientes para estancar o deficit a partir dos próximos anos. O presidente voltou a dizer que o Brasil precisa de medidas desestatizantes.”Temos que tentar mudar um pouco a cultura que existe no Estado brasileiro de que não se pode prosperar se não transferir várias de suas atividades para a iniciativa privada”, disse.
Reação no Congresso
Nas redes sociais, o senador capixaba Ricardo Ferraço (PSDB) criticou a sugestão de Temer. Relator da Reforma da Previdência no Senado Federal, Ferraço condenou a gastança no governo.”O governo avalia agora aumentar alíquota do Imposto de Renda. Mais uma vez gasta, gasta, e de forma inconsequente passa a conta para o contribuinte”, afirmou.
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Qual a base de cálculo atual do Importo de Renda para Pessoa Física:
| Base de cálculo (R$) | Alíquota (%) | Parcela a deduzir do IRPF (R$) |
| Até 22.847,76 | – | – |
| De 22.847,77 até 33.919,80 | 7,5 | 1.713,58 |
| De 33.919,81 até 45.012,60 | 15 | 4.257,57 |
| De 45.012,61 até 55.976,16 | 22,5 | 7.633,51 |
| Acima de 55.976,16 | 27,5 | 10.432,32 |
da Redação, com informações da Agência Folhapress