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ATUAÇÃO DA SUDENE

Transnordestina: estudo aponta viabilidade da rota Salgueiro-Suape

Estudo técnico aponta ganhos sociais e econômicos e projeta até 24 milhões de toneladas por ano no trecho até o Porto de Suape.

Transnordestina: estudo aponta viabilidade da rota Salgueiro-Suape
- Estudo da Sudene atende norma do Tribunal de Contas da União que pede estudos técnicos antes de decidir por liberação de recursos
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apresentou nesta terça-feira (7) um estudo técnico com novos elementos sobre a viabilidade socioeconômica da conclusão do trecho da Ferrovia Transnordestina entre Salgueiro, no sertão de Pernambuco, e o Porto de Suape, na região metropolitana do Estado.

O trabalho foi elaborado para subsidiar manifestação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), em atendimento ao Acórdão nº 1.217/2026, que determinou a apresentação de análises sobre a pertinência do empreendimento para a liberação de novos compromissos financeiros.

Indicadores apontados pelo estudo

A análise aponta um Valor Social Presente Líquido (VSPL) de R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico (TRE) de 15,53%. O indicador considera benefícios econômicos e sociais gerados pelo empreendimento, como redução dos custos logísticos, diminuição de acidentes rodoviários, mitigação das emissões de gases de efeito estufa, redução de despesas públicas associados às rodovias e fortalecimento da integração produtiva do Semiárido.

O estudo também conclui que a função logística do equipamento vai além do escoamento de commodities destinadas à exportação. A análise considera o crescimento do mercado consumidor nordestino e a consolidação de cadeias produtivas já instaladas na região, indicando potencial para atender ao transporte de cargas como grãos, gesso, combustíveis, fertilizantes, calcário, insumos para a construção civil, siderurgia e contêineres.

A partir deste cenário, a projeção é de movimentação anual entre 18 milhões e 24 milhões de toneladas. A operação em dois sentidos reduz o risco de ociosidade da ferrovia ao combinar o transporte de cargas destinadas ao Porto de Suape com a distribuição de combustíveis, fertilizantes importados e bens de consumo para o interior do estado, com potenciais de ganho para mais de 400 municípios no entorno, ultrapassando os limites do estado.

“Os aspectos sociais deste empreendimento fortalecem sua execução. Associados aos potenciais econômicos que já estão presentes e aos que podem surgir, o valor social reforça a importância da obra para a região”, destacou o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre.

Empregos e impacto na economia regional

O estudo também estima impactos sobre emprego, renda e atividade econômica. Durante a fase de implantação, a expectativa é de aproximadamente 13 mil empregos.

Na operação da ferrovia, a projeção é de cerca de 9,6 mil postos, distribuídos entre a atividade ferroviária, os terminais de carga e os setores econômicos associados. A área de influência dos terminais de Salgueiro e Suape concentra mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) e do Valor Adicionado Bruto (VAB) do Nordeste.

De acordo com as estimativas utilizadas pela Sudene, a implantação da ferrovia poderá gerar impacto de aproximadamente R$ 8,23 bilhões no VAB, enquanto a fase de operação deverá acrescentar cerca de R$ 910 milhões por ano à economia regional.

Proposta de conciliação e reação da indústria

Outro ponto apresentado pela autarquia é a proposta de criação de uma câmara de conciliação interinstitucional para apoiar a coordenação das etapas relacionadas às questões fundiárias, socioambientais e institucionais. Com este arranjo, a superintendência espera maior integração entre os órgãos envolvidos na execução do empreendimento.

O presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco, Bruno Veloso, destacou a importância do estudo para o planejamento logístico regional.

“O trabalho reúne elementos técnicos importantes para a análise da ferrovia. O trecho Salgueiro-Suape é uma obra estratégica para a região. Temos um dos principais portos do país, e um complexo dessa dimensão precisa estar integrado a uma malha ferroviária, com impactos positivos para toda a região”, complementou Bruno Veloso, presidente da Fiepe.

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