Com o avanço da vacinação e a economia dando sinais de melhora, o Espírito Santo abriu este ano 45.541 postos de trabalho com carteira assinada.
No ranking das cidades em que empresas mais abriram vagas de empregos formais, de janeiro a setembro, estão a Serra (9.048 postos), Vitória (6.392) e Aracruz (3.112). Na sequência, estão Cachoeiro de Itapemirim, Linhares e Cariacica.
O saldo positivo é resultado da diferença entre contratações realizadas no período e demissões. Os dados são do Ministério do Trabalho e Previdência, que divulgou as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged.
O diretor de integração do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e professor universitário Pablo Lira ressaltou o resultado da Serra, que além de estar entre os municípios mais populosos, teve saldo positivo, resultado das contratações na indústria, comércio e serviços. “O destaque também é a expansão imobiliária, com a construção de conjuntos habitacionais”.
Já Vitória tem geração de empregos forte na área de comércio e serviços, mas com o diferencial ligado a serviços públicos, com repartições de todas as esferas.
“Em Aracruz, a geração de emprego tem sido alavancada, além do comércio e serviços, pelas indústrias, como de papel e celulose, o estaleiro e outras.”
Pablo reforçou que 2021 tem as condições para ser um ano de recordes na geração de empregos no Estado. “Nos últimos oito anos, o melhor resultado no Estado tinha sido em 2019, quando o saldo do ano foi de 19 mil postos abertos”.
Já em 2020, com a pandemia e sem a vacina, mesmo assim o Estado conseguiu fechar o ano com saldo positivo de 6 mil postos abertos. “Mas este ano, a expectativa é aumentar ainda mais esse saldo positivo, que já soma mais de 45 mil novas contratações”.
Entre os motivos para acreditar que os próximos meses será de resultados melhores, ele enfatiza o desempenho na vacinação, a gestão de risco e expansão de leitos, que permitiu que a saúde não entrasse em colapso. “Isso fez com que a retomada da economia superasse a média nacional”.
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De volta ao mercado de trabalho
Fora do mercado por um ano e dois meses, Charles De Marchi Borges, de 43 anos, voltou a respirar aliviado após ser contratado como gerente de vendas da Maison Libanesa Homem, na Praia do Canto, em Vitória.
Seu ingresso ao mercado aconteceu em agosto. “Veio a pandemia da covid-19 e tudo mudou da noite para o dia. Foi um período difícil, ninguém saia de casa, ninguém contratava. Pelo contrário, a lista de demissões só aumentava”.
Sem emprego, ele, que é solteiro e pagava aluguel, voltou a morar com a mãe até se restabelecer. “Estou muito feliz em estar de volta ao mercado de trabalho e com ótimas expectativas de vendas, já que vivemos um novo momento”, comemorou.
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