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PASSAGEND AÉREAS

Viagens de avião ficam mais caras

Companhias aéreas anunciam aumento das tarifas devido à alta no preço do petróleo e prometem redução de voos

Última atualização

A forte alta dos preços de combustíveis causada pela guerra entre Rússia e Ucrânia já provoca aumento nos preços das passagens no Brasil e uma redução da oferta de voos. A informação foi confirmada pelas companhias Gol, Latam e Azul. 

O querosene de aviação, derivado do petróleo, responde por um terço dos custos das linhas aéreas e tem mais de 50% de seus preços no Brasil indexados ao dólar, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). 

A associação tem defendido “medidas emergenciais (dos governos) de contenção de preços que possam ser tomadas durante a vigência do conflito”.

O aumento pega as companhias aéreas em um momento delicado, interrompendo o movimento de recuperação do turismo doméstico iniciado no final de 2021.

As aéreas foram um dos setores mais impactados pela covid-19, por causa das restrições sanitárias que impediram ou limitaram os deslocamentos, além da ampliação do home office, que fez desabar a demanda do mercado corporativo – viagens a negócio representavam um terço da receita das aéreas.

“Toda a indústria, não só a Latam, responde a esse tipo de crise com duas medidas: a primeira é um aumento das tarifas e, a segunda, uma redução da oferta. Uma em função da outra”, disse  Jerome Cadier, presidente da Latam Brasil.

Segundo ele, o movimento de aumento das tarifas já vem desde janeiro, porque o ano começou com o petróleo mais alto, o que se acentuou por causa da guerra.

“A gente vai ver, sim, tarifas mais altas e isso vai desacelerar a recuperação do setor”, diz Cadier. 

A  Gol está em período de silêncio, porque divulga os resultados do quarto trimestre de 2021 na próxima segunda-feira. Mas a reportagem apurou que a companhia pretende mexer no preço das tarifas ainda este mês. 

A Azul confirmou que a alta do petróleo deve afetar as tarifas aéreas ainda este mês.  

Segundo a aérea, a situação atual é bem pior do que há 14 anos, quando o valor do barril do petróleo já tenha ultrapassado este patamar. “Naquela época o valor do dólar estava muito abaixo dos atuais R$ 5. Era cotado abaixo de R$ 2”.

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