As manifestações desta quarta-feira (15) ocorrem após o anúncio de cortes e bloqueios pelo ministério da Educação no governo Jair Bolsonaro. Recursos para todas as etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação, foram reduzidos ou congelados. A medida inclui verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa e transporte escolar.
Organizados por sindicatos de professores e servidores das universidades, os protestos devem ter a adesão de estudantes e também de trabalhadores da educação das redes pública e privada de ensino fundamental e médio. Dezenas de escolas particulares em São Paulo, no Rio e em outros estados planejam parar no dia de protesto.
Em Vitória, terão duas concentrações: uma em frente ao Teatro Universitários da Ufes, em Goiabeiras; a outra será em frente ao Ifes Vitória, em Jucutuquara.
Todas as duas manifestações seguirão sentido à Assembleia Legislativa do Espírito Santo, na Enseada do Suá, também na Capital. A expectativa é que os dois atos se encontrem no final da Reta da Penha e, depois sigam, para a Ales.
Além do ato em Vitória, manifestações semelhantes acontecem em Alegre, São Mateus e Colatina. Também no Norte do Estado, mais especificamente em Montanha, alunos e servidores do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), e de escolas das redes estaduais e municipais, também saíram às ruas na manhã desta quarta.
Algumas escolas da rede municipal de Vila Velha aderiram à paralisação nacional de professores e estudantes contra o anúncio de corte de verbas na educação feito pelo governo federal. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, as aulas foram canceladas em 20 das 100 instituições de ensino do município. A decisão foi comunicada aos pais e responsáveis de alunos na terça-feira (14).
A secretaria informou ainda que as aulas serão repostas. “A administração municipal respeita plenamente o direito dos trabalhadores em reivindicar”, completou.

