
Há 30 anos, o Centro Educacional Leonardo da Vinci oferece turmas de horário integral, o que representa a permanência dos alunos na escola durante dois turnos, à exceção das sextas-feiras, com aulas concentradas no turno da manhã.
Além da Base Nacional Comum Curricular, com as disciplinas tradicionais, o horário integral do Da Vinci propõe um currículo mais ampliado, seja no contato com línguas estrangeiras, seja quanto às atividades físicas e de ampliação cultural. Além disso, o aluno lida com projetos de trabalho, disciplinas eletivas e livres escolhas.
No integral da educação infantil, por exemplo, acontece a escola bilíngue, em que 50% do currículo é praticado em inglês. “São aulas diversificadas. Os alunos participam de rodas de conversa em português e inglês. Eles também fazem atividades lúdicas, de leitura, de socialização, jogos e musicalização, tudo vivenciado nas duas línguas”, destacou o assessor da direção, Paulo de Tarso Ayub.
De acordo com Ayub, no ensino fundamental I o horário do aluno é feito com base em habilidades e competências. “Eles têm atividades de leitura, interpretação, pesquisa, conceituação, sistematização, além de aulas especializadas em arte, informática educacional, musicalização e natação”, explicou Paulo.
Já no fundamental II, o assessor ressaltou que a escola investe em projetos culturais com temas diversificados, como Gênios da Ciência, Mitologia, Poesia Brasileira, Diversidade Cultural no Espírito Santo, Cultura Americana, entre outros.
No ensino médio, em que só há turmas do integral, os alunos preparam-se intensivamente para o vestibular e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas também protagonizam projetos culturais, disciplinas diversificadas, atividades acadêmicas e sensoriais de livre escolha, visando à formação integral e concepção de projetos de vida. “Também temos High School, currículo americano, para os alunos a partir do nono ano. Eles recebem certificados da escola americana. É um currículo bem diferenciado e em movimento”, pontuou Ayub.
Espaço ajuda estudantes a desenvolver a criatividade

No Centro Educacional Leonardo da Vinci, a educação do século XXI, também denominada 4.0, tem sido incorporada ao ideário educativo.
A escola tem focado em um indivíduo conectado e atuante, dotado de habilidades de comunicação e colaboração.
Com o espaço maker, denominado Bottega Leonardo, os alunos aprendem sobre a metodologia Design Thinking – abordagem prática-criativa – por meio de ferramentas tecnológicas como cortadoras a laser (CNC), impressoras 3D, termoformadoras, arduino, assim como ferramentas tradicionais, como, por exemplo, martelo, pregos e furadeiras.
“A escola tem a função de criar um sujeito que seja um cidadão que atue na sociedade, conseguindo lê-la, descrevê-la, analisá-la, encontrar problemas, ter ideias para solucionar e até mesmo criar essas soluções de forma material”, explicou Marcelo Moreto, professor da disciplina Criatividade.
“Sabendo que o indivíduo necessita dessa formação, temos de buscar, por meio da educação, criar ambientes e propostas que os alunos venham vivenciar esse modelo. O Design Thinking tem exatamente essa ideia”, completou.
Baseada no processo de criação, a metodologia começa pela observação, leitura de mundo e identificação de problema, segundo explicou Marcelo. “A partir disso, os alunos começam a tentar estabelecer soluções para aquilo que eles encontraram de problema. Depois, com a ideia do que fazer, eles criam um protótipo e partem para fase de teste e avaliação”.
Infantil ganha novas salas de aula em 2020

Na Praça da Convivência – local que já é ocupado diariamente por alunos de diferentes idades e profissionais de diferentes formações, para lidarem com peixes, aves e vegetação como objeto de apreciação e pesquisa – serão implementados espaços makers inovadores, com salas de aula de diferentes estruturas.
“Além das novas salas de aula com uma proposta inovadora, o projeto para a educação infantil conta com dois ateliês que foram pensados para apoiar as mais variadas atividades pedagógicas que estimulam não apenas a criatividade, mas também as habilidades motoras e as sensibilidades sensoriais das crianças”, explicou o arquiteto Wilson Barbosa, do Estúdio Protobox, responsável pelo projeto.
Wilson ressaltou que os espaços, propostos para o infantil, ampliam as possibilidades de ensino por meio de ambientes contemporâneos, funcionais e flexíveis, cujo foco é a experiência dos estudantes integrada aos princípios pedagógicos do Da Vinci. “É um local onde reunimos ferramentas e materiais para criar, inventar, mexer, projetar, fabricar ou permitir que os alunos, individualmente, ou em grupos, experimentem coisas diversas. Além disso, bancadas de trabalho para pintar, cortar e colar são os espaços ideais para prototipar coisas e dar asas à imaginação”, destacou.
