O ano letivo de 2020 ainda não terminou, mas já é possível fazer algumas previsões e avaliações para o próximo ano. Uma questão, por exemplo, é sobre qual será o modelo que os professores terão para lecionar: se será presencial, à distância ou um “meio termo”.
Na avaliação do superintendente do Sindicato das Escolas Particulares do Espírito Santo, Geraldo Diório Filho, a tendência é que o modelo empregado pelas escolas até março deste ano não volte a ser exercido durante o primeiro semestre de 2021. O ensino à distância deve ser mantido, pelo menos, em um modelo “híbrido”, com presencial e remoto andando lado a lado.
“Aquele modelo de escola, que existia até março, não existe mais. As instituições terão que fazer outro trabalho, um para a comunidade presencial e outro para aqueles que não poderão ir à escola, seja por estar no grupo de risco ou por opção dos responsáveis. Serão dois serviços em um”, avaliou Diório.
Para os próximos dias, o Sindicato vai se reunir com as escolas para apresentar alguns pontos visando o ano letivo de 2021, dentre elas a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (que já está em vigor), a rotina presencial / à distância da educação e o índice de possível reajuste da mensalidade escolar. Com estas “novidades”, o contrato escolar de prestação de serviço precisará ser modificado em relação ao modelo atual.
Sobre o valor da mensalidade, Diório não acredita em queda em relação a 2020.
“Serão duas escolas em uma, presencial e à distância. Nos próximos dias, vamos definir alguns pontos e repassar às escolas, para que elas possam analisar e definir o que será feito e valores para o próximo ano. Somente esta proposta do Governo Federal de Reforma Tributária eleva os custos das escolas em 10,6%, por conta do PIS/Confins”, analisou.
