
Os Correios estão preparando concurso público para cargos de nível médio, de agente de Correios, nas atividades de carteiro (com remuneração de R$ 2.885,37, incluindo benefícios e adicionais) e operador de triagem e transbordo (R$ 2.348,87).
As provas serão por meio de questões objetivas (Português, Matemática e Conhecimentos Gerais), teste de esforço físico e exame médico admissional.
A empresa informou que está fazendo o levantamento das vagas necessárias para cada região. A previsão é que o edital seja aberto só no ano que vem.
Porém, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) afirma que a defasagem do quadro de funcionários é grande, por isso o pedido é para que haja edital até o final deste ano.
O secretário-geral da federação, José Rivaldo da Silva, afirma que a categoria promete uma greve geral a partir de setembro, caso não tenha suas reivindicações atendidas.
O secretário afirma que os trabalhadores não são culpados pela crise na empresa, que ele atribuiu à má administração. “O ideal é a empresa abrir concursos públicos, contratar mais funcionários e manter o padrão do trabalho, que, até então, vínhamos desenvolvendo e que garantiu credibilidade e elogios aos Correios”.
A assessoria da Fentect esclareceu que há um déficit de 20 mil trabalhadores apenas na área operacional da empresa, e que a defasagem foi admitida pelos Correios.
O sindicalista disse que eles estão brigando para que tenha concurso, pois a empresa queria suprir as vacâncias com temporários. “Eles queriam suprir esse déficit com seleção para temporários e nós não aceitamos”.
Reportagem: Jéssica Romanha