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EDUCAÇÃO

Inovações nas escolas para alunos aprenderem mais

Educadores participam de encontro para debater estratégias de como melhorar o aprendizado dos alunos

Inovações nas escolas para alunos aprenderem mais
- Educador Luis Laurelli diz que a tecnologia não é a única forma de inovar

Última atualização

 













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Inovação! Essa é uma palavrinha mágica já conhecida, mas que a cada dia se revela fundamental no processo de ensino e aprendizagem, fazendo com que os alunos aprendam mais.

Com uma programação extensa, a 10ª edição do Congresso Educacional das Escolas Particulares do Espírito Santo traz o tema “Reset: a nova jornada da educação”, que inclui palestras sobre inovação. 

O evento, realizado pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Estado (Sinepe) com o apoio da Rede Tribuna, vai até hoje no Centro de Convenções de Vitória.   

Com o tema “Estratégias Inovadoras para Metodologias de Ensino”, o educador Luis Laurelli foi um dos palestrantes de ontem.

“Muita gente pensa que inovação está associada diretamente à tecnologia. Sim, tecnologia é um dos meios da inovação, mas não é o único. Tem modelos educacionais que estão sendo trabalhados que, a meu ver, são inovações fundamentais”.

Em sua palestra, ele apresentou um conceito de uma escola do Canadá, que trabalha com aprendizagem profunda. “Eles têm um modelo dividido em quadrantes de acordo com as faixas etárias”.

Nos primeiros anos de vida, a criança passa por uma fase de ajustes, ela precisa de estímulos. Já no fundamental II, ele diz que é preciso trabalhar com o aluno, que precisa ser provocado. “Os alunos não suportam uma aula que eles não sejam colocados no centro. O professor não pode ser aquele que vem com discurso pronto”.

Ele salienta que o aluno precisa chegar no ensino médio com criatividade para ser inventor, reforçando que o mercado de trabalho precisa de profissionais cada vez mais criativos e inovadores. 

 













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O professor Renato Casagrande, especialista em Gestão Educacional, diz que para  encantar o aluno, o educador tem que fazer como um DJ: remixar. “Pegar conteúdo, o novo e velho, a música, filme, e transformar em uma algo original, uma aula sua remixada, reconstruída. A nova educação exige um professor multitarefas. Ele tem de chegar na alma, no coração do aluno. Mas, isso deve ser só a porta de entrada”.

Para continuar, o professor precisa ter técnica, ciência  e emocional. “As aulas precisam ter metas e planos, o professor tem de saber onde o aluno quer chegar e traçar planos para que ele chegue lá”.

Segundo ele, a escola tem de trabalhar com expectativas. “Quanto maior a expectativa, maior o empenho. O professor tem de ter empatia com o aluno. Tem de ter paixão, sem isso não há relacionamentos.” 

PROJETOS

Aprender brincando 

Matemática: para muitos é apontada como a vilã. Mas que tal aprender brincando e ainda participar de uma olimpíada?  

Isso é possível com uma plataforma de jogos e aprendizagem matemática, como destaca  Vanessa Toledo, consultora da Matific Brasil. “Voltado para alunos da educação infantil até o fundamental, a proposta é aprender  brincando dentro de jogos que são  construídos em cima de  situações-problemas e do cotidiano deles, por exemplo.”

Tempo real

Ser avaliado de forma individual  e em tempo real, com o auxílio de uma plataforma educacional desenvolvida no Estado. 

“Com inteligência artificial, nós conseguimos fazer um mapa de cada aluno de forma individual, em tempo real, após cada atividade. A escola não precisa esperar o final do ano para fazer aquelas avaliações de desempenho”, explicou Romulo Sthel, diretor do Estudando.com.

Depoimentos

Socialização

“O maior desafio da escola após a pandemia tem sido  reconectar os alunos, que ficaram  muito tempo dentro de casa, se  comunicando muito por telas.

No retorno, estudantes que eram espontâneos na escola e nas relações pessoais se  retraíram. Tivemos que fazer um trabalho grande de socialização”. 

– Ignêz Martins Pimenta, diretora da Escola da Ilha.

Avanços

“A inovação é vista sempre com bons olhos, uma vez que a escola não pode ficar distante do que acontece fora do muro dela. Após a pandemia, os alunos voltaram para as salas de aula com um  gap (atraso) de dois anos. 

Algumas atitudes que teriam de vivenciar no período em que a escola ficou fechada não foram vivenciadas. E, hoje, trabalhamos para que eles compreendam isso. Temos avançado muito”.

– Leandro Carneiro, diretor da Escola São Domingos.

Novidades

“O Congresso Educacional das Escolas Particulares traz muitas novidades de inovação nesse  período pós-pandemia: novas tecnologias,  metodologias, equipamentos, softwares para poder trazer uma melhor qualidade de ensino a todos os nossos alunos e escolas no Espírito Santo”.

– Bruno Loyola Del Caro, presidente do Sinepe.

Criando conhecimento

“Nós tivemos que aprender a viver com a tecnologia. Os nossos filhos e os nossos netos, no entanto, são de uma geração que nasceram já usando a tecnologia. Então, por que não inserir essa ferramenta no processo de ensino e aprendizagem? Assim, os alunos conseguem criar o seu próprio conhecimento, vivenciando experiências de aprendizagens investigativas e intencionais.”

– Joadir Junior, diretor regional da Zoom.

Construir a história

“A grande inovação da escola talvez não seja nada novo para ninguém. É conseguir olhar para dentro,  entender a história de cada um e ajudá-lo a continuar a construir a sua história com pertinência e coerência para o  que deseja. A inovação está no humano”.

– Eduardo Costa Gomes, vice-presidente do Sinepe e gestor da Escola Monteiro.

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