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“Já sofri com relacionamento abusivo”, diz Miss Espírito Santo

Foto: Rodrigo Gavini Beleza, simpatia e empatia pelo outro são traços marcantes facilmente perceptíveis na representante capixaba que conquistou o 3º ...

“Já sofri com relacionamento abusivo”, diz Miss Espírito Santo
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Miss Espírito Santo, Stephany Pim Foto: Rodrigo Gavini

Beleza, simpatia e empatia pelo outro são traços marcantes facilmente perceptíveis na representante capixaba que conquistou o 3º lugar na disputa pelo título de mulher mais bonita do Brasil.

De personalidade forte, a Miss Espírito Santo, Stephany Pim, de 23 anos, mostrou a que veio em entrevista à reportagem de A Tribuna na tarde dessa terça-feira (22). Ela conversou sobre sua vida, esclareceu pontos sobre os bastidores do concurso Miss Brasil Be Emotion 2017, realizado no último sábado (19), e admitiu que já sofreu com relacionamento abusivo, aos 16 anos.

Hoje, ela defende que é preciso manter a autoestima e estar feliz consigo mesmo. “Nós temos de ser amadas pelo que somos e lembrar todos os dias que não nascemos para ser algo que o outro deseja.”

A Tribuna – É possível ser miss diariamente?

Stephany Pim – Ser miss faz parte do meu cotidiano, mas isso não significa que eu seja modelo de mulher perfeita e elegante. Ser miss tem mais a ver com valores, com ser uma pessoa exemplar, que os outros admirem intelectualmente, psicologicamente, do que com a aparência e a elegância. Vale muito mais a pena ser uma pessoa que inspira positivamente com atitudes do que com a aparência.

Quando ouviu o anúncio do 3º lugar, sua expressão aparentou que ficou um pouco chateada com o resultado. Foi isso?

Aquela expressão foi um misto de sentimentos, até porque a jurada errou a pergunta. Ela soltou uma pergunta vaga e vazia que não possibilitou mostrar a minha maior qualidade que é a oratória. Eu fiquei chateada porque de fato eu me sentia completa para representar o Brasil no Miss Universo.

No Brasil, a cada cinco minutos, uma mulher é agredida. Qual conselho você daria para uma mulher que esteja sofrendo algum tipo de abuso?

Quando eu tinha 16 anos, eu sofri com um relacionamento abusivo. Tive um namorado que não gostava que usasse salto e saia curta, ele achava que eu ficava mais magra ainda daquele jeito. Eu tinha cabelo curto e ele gostava do cabelo longo. Para lhe agradar eu coloquei megahair e não tirava mesmo não gostando, eu achava que ele não iria mais gostar de mim.

Hoje eu tenho uma pessoa que me ama na minha totalidade. É preciso entender que não temos a obrigação de fazer qualquer coisa a qualquer custo para alguém nos amar. Temos de ser amadas pelo que somos e nos lembrar que não nascemos para ser algo que o outro deseja. Temos de nos olhar e estar contentes com o que vemos, só assim é possível se desvincular do que mina a nossa autoestima. Ela é a única coisa que faz com que a gente se mova para ir atrás dos nossos sonhos.

 

A entrevista completa com Stephany você confere na edição desta quarta-feira (23) do jornal A Tribuna.

Reportagem: Tainá Campos

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