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Nota 1.000 no Enem quer ser diplomata

Os estudantes que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além da revisão de todo o conteúdo, precisam ainda se destacar na ...

Nota 1.000 no Enem quer ser diplomata
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Última atualização

 (Foto: Fernando Ribeiro/AT)

Os estudantes que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além da revisão de todo o conteúdo, precisam ainda se destacar na Redação. Prática, estudo e muita leitura são alguns dos requisitos para se dar bem no texto.

Quem sabe muito bem como ser destaque é o universitário Vinícius Alves Faria, de 20 anos. Em 2017, ele foi um dos 77 candidatos a alcançar a nota 1.000 na Redação do Enem. Quase três anos depois do exame em que ele conseguiu o feito, a vida do jovem segue com um sonho: ser diplomata e representar o Brasil em outros países.

Vinícius, que morava em Cariacica, teve sua história contada na época pelo jornal A Tribuna. Na ocasião, o tema foi intolerância religiosa e o estudante relatou que, uma semana antes do Enem, escreveu 16 redações para treinar.

Inicialmente, ele escolheu o curso de Matemática, após conquistar vaga na Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo. Porém, resolveu mudar o rumo e agora faz o 2º período de Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB).

“Estava cursando Física e Matemática e comecei a analisar a perspectiva de trabalho. Vi que nessas áreas teria de trabalhar com pesquisa, dando aula, e utilizaria menos de 10% do que se aprende na graduação”, contou. Foi a partir dessa análise que Vinícius decidiu mudar de curso e estudar Relações Internacionais.

“No meu ensino médio, participei de simulações em modelo de negociações e, por gostar de viajar, me vi muito na carreira de diplomata, já que envolve a representação de um país. É um curso que depende mais de mim do que de fatores externos”, declarou.

O universitário, que morava em Cariacica e estudou no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), também falou sobre seus planos para o futuro. “Tenho estudado bastante e pretendo passar em um concurso para diplomata e trabalhar em algum país da Europa, como França”, contou.

Devido às muitas horas que dedica aos estudos, o universitário tem vindo somente nas férias ao Estado, onde mora sua família. “Sinto falta da aproximação com minha família. Aqui as pessoas são mais distantes, mas estou me preparando para as férias de fim de ano”, disse.

Mestrado e atuação na Europa

O estudante perto do prédio do  Congresso Nacional, em Brasília, onde mora e estuda (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)Quase três anos do feito de conseguir tirar nota 1.000 na Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que na época teve como tema intolerância religiosa, o universitário Vinícius Alves Faria, de 20 anos, hoje mora em Brasília onde cursa Relações Internacionais para se tornar diplomata.

A Tribuna – Após tirar nota máxima na Redação, como ficou a sua vida?
Vinícius Alves – Fui cursar Física e Matemática na Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo. Mas, analisando o mercado de trabalho, vi que nessas áreas teria de trabalhar com pesquisa, dando aula, e utilizaria menos de 10% do que se aprende na graduação. Apesar de serem cursos que gostava muito, decidi mudar a graduação, e foi então que decidi por Relações Internacionais.

O que te fez escolher esse curso?
No meu ensino médio, participei de simulações em modelo de negociações e, por gostar de viajar, me vi muito na carreira de diplomata, já que envolve a representação de um país. É um curso que depende mais de mim do que de fatores externos. Cheguei a pensar em muitos cursos, como Direito e engenharias, que têm mais opções de mercado, mas decidi optar por algo que tivesse mais meu perfil. O curso de Relações Internacionais é pautado por matérias multidisciplinares, que envolvem História, Economia, e não fico limitado quanto ao mercado de trabalho

Quais são seus planos?
Quero passar em um concurso público para diplomata e atuar em países da Europa, como França, já que tenho estudado o idioma. Penso em fazer um mestrado no exterior. Tenho me dedicado à graduação e a cursos de idiomas, e enquanto não passo em um concurso, estou voltado para projetos dentro da universidade.
 

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