O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) afirmou que a decisão que determina a volta às aulas presenciais é “absurda e irresponsável”.
Em publicação no site na terça-feira (20), o Sindiupes afirmou que “no momento em que o Espírito Santo registra recordes de mortes pela Covi-19 – já são quase nove mil óbitos -, e enfrenta altas taxas de contaminação e ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), retomar as atividades presenciais significa uma medida irresponsável, pois colocará em risco a vida de trabalhadores/as, estudantes, suas famílias e toda a população capixaba”.
O sindicato destacou que não aceitará “que a comunidade escolar seja exposta em um momento tão grave da pandemia”.
“O Sindiupes acompanhará de perto o desenrolar dessas ações e irá cobrar que o governo do Estado exerça a sua autonomia – já confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – para reverter essa decisão incoerente, caso contrário isso representará um aumento ainda maior de contaminação pelo coronavírus e, consequentemente, a morte de milhares de crianças, jovens e adultos”, destacou.
Em entrevista ao Tribuna Online na tarde desta quarta (21), o diretor de Comunicação do Sindiupes, Paulo Loureiro, disse que “não tem nada que nos diga para voltar para a escola nesse momento”.
Ele frisou que o sindicato vai aguardar uma decisão da Justiça sobre. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) entrou com um recurso contra a decisão para o retorno das aulas presenciais.
A decisão foi assinada pela juíza Sayonara Couto Bittencourt, da 4ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Municipal, Registros Públicos, Meio Ambiente e Saúde de Vitória.
A magistrada decidiu por suspender efeitos do decreto e da portaria do governo e declarou essencialidade do direito à educação.
